É uma fase da vida com muitos conflitos e
dúvidas, tanto para os pais como para os
próprios adolescentes. Entenda um pouco
mais sobre este período da vida!
A adolescência é uma fase da vida na qual
ocorrem muitas mudanças: surgem alterações
no corpo, que deixa de ser infantil para
tornar-se adulto e transformações de
comportamento que servem para a construção
da identidade, momento em que o adolescente
deixa de lado os valores dos pais para criar
seus próprios valores que podem vir a ser
idênticos aos dos pais assim como podem ser
totalmente divergentes dos valores paternos
ou uma mistura entre os valores semelhantes
e os divergentes.
É um momento de muitos conflitos na família
se não for bem administrado!
Os pais têm uma certa dificuldade em aceitar
o crescimento de seus filhos... Quantos pais
dizem sentir saudades do tempo em que os
filhos eram bebês?
Admitir que o filho cresceu equivale a
reconhecer que eles estão ficando mais
velhos!
Para o pai, é difícil aceitar que sua eterna
namoradinha agora se interessa por um outro
homem que não é ele! E a mãe, muitas vezes,
não consegue tolerar a existência de outra
mulher cheia de juventude!
Muitas garotas entram em conflito com suas
mães pelos mais diversos motivos e os mais
comuns estão ligados ao fato de divergirem
da opinião da mãe ou mesmo por questionarem
as imposições maternas; em muitos casos, o
conflito acontece por causa da inveja da mãe
em relação à juventude da filha, seja
fisicamente (mães que não aceitam envelhecer
vêem na juventude da filha que o tempo de
juventude delas passou), seja porque esta
mãe não teve a liberdade que a filha tem em
função da mudança de costumes sociais:
quantas mães dizem "no meu tempo isso não
podia acontecer", " na minha época, meninas
de família não ficavam na rua até esta hora
que você quer ficar", "meu pai não me
deixava fazer isso...". Enquanto algumas
mães querem que suas filhas vivam tudo
aquilo que elas não viveram, muitas outras
agem de forma contrária, não permitindo ou
evitando que suas filhas vivam mais do que
elas mesmas viveram ou tiveram em sua
juventude!
Outro motivo de conflito é a filha querer
fazer algo que a mãe não concorda, como por
exemplo, ir a lugares que a mãe considera
ruins ou andar com determinadas pessoas que
ela não gosta ou mesmo seguir determinada
religião ou ter um gosto musical divergente
do dela ou mesmo vestir-se de forma
diferente da que ela gostaria.
Muitos pais não se conformam de terem
perdido o "posto" de heróis insubstituíveis
dos filhos e não conseguem suportar o olhar
crítico dos jovens, pois estes começam a
enxergar os pais como são: pessoas com todos
os defeitos e qualidades que lhe são
próprios. Há pais que passam a controlar
exageradamente a vida dos filhos, como se
pudessem, com isso, voltar a tê-los como
crianças: não respeitam sua privacidade,
querem participar da vida deles de forma
integral, e usam, para o controle deles, os
perigos que aumentam nesta fase (a
violência, a AIDS, etc...). E mesmo
controlando, vivem agindo no sentido de
fazer com que os filhos sejam como eles
gostariam que os filhos fossem, semelhantes
a eles! Por isso a dificuldade em aceitar os
filhos agindo e se comportando de forma
diferente daquela que eles esperavam!
Enfim, é uma fase difícil não só para a
adolescente como também para seus pais. Por
isso, é importante que o adolescente saiba
como lidar com os seus pais para que eles
percebam que ele cresceu e que o respeitem
como ele é!
Em primeiro lugar, são os filhos que devem
mostrar aos pais que já não são mais
crianças: nada de fazer cara feia ou ter
comportamentos infantis diante de uma
"bronca" ou "proibição". O importante é
conversar, dialogar e questionar de forma
adulta e com bons argumentos as imposições
dos pais. Por exemplo, quando os pais não
deixarem o filho sair para a balada por
afirmarem que confiam no filho, mas não
confiam nas outras pessoas que lá estão, que
tal perguntar a eles se eles não confiam na
educação que deram ao filho? E se confiam no
filho, por que proíbem? Será que eles vão
proibir tudo aquilo que eles consideram ruim
para o filho? Quando é que eles vão
perguntar ao filho o que é bom para ele? E
se mesmo assim os pais não deixarem que ele
saia, questionar o porque desta proibição.
Questionar não é brigar, mas dizer aos pais
que é importante saber e entender o motivo
da proibição.
Muitos pais querem antecipar questões aos
filhos para evitar sofrimentos futuros...
Mas o único método conhecido para se
aprender algo é vivendo! Uma conversa
amigável com os pais vai mostrar que viver é
experimentar. Cito aqui o caso de um garoto
de 18 anos que nunca havia tomado qualquer
bebida alcoólica por opção, mas que, num
final de semana com amigos, acabou tomando
vinho muito além da conta e foi parar no
hospital com coma alcoólica: muitos pais
poderiam fazer um escândalo e brigar com o
filho ou mesmo castigá-lo por este ato. Os
pais do garoto, ao saberem do ocorrido foram
ao hospital, esperaram a recuperação dele e
conversaram com o filho questionando se
valeu a pena ter bebido tanto e se valeria a
pena continuar bebendo desta forma. Ou seja,
o diálogo e o respeito pelas opções do filho
é o caminho para o crescimento e para um bom
relacionamento.
Os adolescentes costumam ser "do contra" até
pelo fato de que precisam negar os valores
que tiveram até então e que, na maioria das
vezes, são valores de seus pais. Pais que
dialogam com os filhos são mais ouvidos
pelos filhos e tem filhos menos rebeldes do
que pais mais autoritários e impositivos. Os
adolescentes detestam serem tratados como
crianças. Muitos deles relatam que em
determinados aspectos os pais os tratam como
adultos (quando a questão é uma determinada
responsabilidade tal como arrumar o quarto,
lavar a louça, etc...), mas na hora deles
namorarem ou mesmo saírem com os amigos (na
hora do lazer, digamos assim), os pais os
consideram crianças. Os adolescentes
detestam esta incoerência: ou os pais os
tratam sempre como crianças ou então como
adultos que já se consideram ser.
A melhor maneira de conseguir que os pais
entendam o adolescente é através do diálogo.
Se os pais estiverem nervosos, não adianta
discutir, o melhor a fazer é esperar que
eles se acalmem e só depois iniciar uma
conversa calma e esclarecedora com eles.
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