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As vantagens deste
relacionamento
São muitas as vantagens para ambos. Para os
avós, é um momento em que eles podem
usufruir da relação com os netos de forma
despreocupada e até atender aos caprichos
deles, pois não tem o dever de educar,
apenas de conviver com eles. Enquanto os
avós ensinam o que sabem da sua experiência
de vida e da história da família para os
netos, estes os levam a reviver o passado e,
assim, a refletirem sobre sua vida e
elaborá-la melhor. Justamente por não terem
a função de educar, eles podem fazer com os
netos aquilo que gostariam de ter feito com
os filhos.
O auxílio dos avós na formação educacional
dos netos
Por temerem o julgamento dos pais ou mesmo
por vergonha de abordarem alguns assuntos
delicados, crianças e adolescentes, muitas
vezes, sentem-se mais à vontade para falar
sobre estes assuntos com seus avós. Os avós
podem sim orientar e esclarecer muitas
dúvidas dos netos, desde que não sejam
preconceituosos, que saibam ouvir e aceitar
seus netos como são, não querendo impor seus
conhecimentos como verdade absoluta. Para
isso, é importante que haja um bom diálogo
entre eles. Se damos abertura para as
pessoas, elas sentem-se à vontade para
conversar sobre quaisquer assuntos.
Como os filhos podem ajudar no convívio
entre avós e netos
Os filhos precisam entender que o
relacionamento de seus pais(avós) com os
seus filhos é bem diferente do
relacionamento enquanto tiveram com estes
pais que agora são avós. Ou seja, existem
muitas diferenças entre as relações de pais
e filhos e de avós e netos. Portanto, os
filhos não podem esperar dos pais (avós) o
mesmo comportamento que tiveram com eles
quando eram crianças, não devem exigir dos
avós mais do que eles podem fazer, devem
permitir o convívio com os netos e propiciar
momentos agradáveis entre ambos. O ideal
seria que os encontros entre avós e netos
fossem periódicos e quando os avós ou netos
desejassem, para não se tornar algo imposto.
Além disso, os pais não deveriam delegar aos
avós a tarefa de serem babás constantes dos
netos, algo que pode se tornar um empecilho
para o bom convívio entre eles. Como diz o
ditado, os avós tem mais é que "estragar" os
netos, dar a eles a liberdade que gostariam
de Ter dado aos seus filhos, mas que, por
força da necessidade de educá-los, não
puderam fazer. Os avós realizam com os seus
netos todos os desejos reprimidos que
tiveram enquanto pais.
A integração do idoso aos avanços
tecnológicos (Internet – Orkut - chats)
através dos netos
Avós e netos adoram conversar e trocar
conhecimentos entre si. Quantos avós
adentraram nos avanços tecnológicos por
causa dos netos, para entender melhor o
universo deles? Além disso, os netos tem
paciência e tolerância para ensinar os avós,
algo que nem sempre os filhos tem por conta
de traumas ou devido à má convivência no
passado com seus pais. Avós que não se
permitem envelhecer (porque envelhecer é
parar de viver, é ficar esperando a morte
chegar) gostam de saber das novidades em
geral, ficarem por dentro do que acontece e
a Internet é mais um dos conhecimentos que
eles querem ter.
O ciúme dos netos da amizade dos avós com
seus amigos
Ao perceberem este ciúme, os avós devem
conversar com os netos a respeito disso,
mostrando a eles que, apesar da atenção dada
aos amigos deles, os netos são mais
importantes que os amigos. E isso se faz
dando uma atenção maior aos netos,
procurando ter momentos exclusivos com eles
sem a participação dos amigos.
Avós "deseducam" os netos? Satisfazer as
vontades deles podem fazer bem aos avós?
Qual momento para se impor limites aos
netos?
Limites devem ser colocados para todos, em
qualquer idade. Satisfazer as vontades dos
netos é bem diferente de se tornar escravo
dos desejos dos netos. É óbvio que avós que
amam seus netos, sentem-se bem em satisfazer
a vontade deles, mas, justamente por amarem,
devem saber o momento exato de dizer não.
Amar demais pode ser tão prejudicial quanto
não amar, portanto, os avós devem estar
atentos para o momento em a satisfação das
vontades pode prejudicar seus netos ou a
eles mesmos. Avós que se respeitam e que tem
amor próprio sabem colocar os limites no
momento certo e este momento é exatamente
aquele em que eles percebem que serão
desrespeitados ou que, de alguma forma,
poderão estar prejudicando seus netos.
Muitas vezes, os avós se sentem
constrangidos em manter os limites impostos
pelos pais de seus netos, mas é importante
que eles sejam colocados até para que os
filhos aprendam a respeitar seus pais.
Agindo desta forma, isso levaria os netos a
pensarem assim: "se até meus avós respeitam
o que meus pais impõem, eu também devo
respeitar".
Avós que cuidam dos netos ou assumem o papel
de pais dos netos
Existe uma grande diferença entre educar um
filho ou um neto. As experiências vividas ao
longo dos anos permitem que os avós possam
melhorar/aprimorar sua forma de educar,
evitando determinados erros ocorridos no
passado. É algo mais ou menos semelhante ao
que ocorre com pais que costumam errar muito
na educação do primeiro filho: certamente,
quando da vinda do segundo filho, muitos dos
erros cometidos com o primeiro filho não
serão repetidos. É importante salientar que
avós não deveriam se tornar "pais dos
netos", isto ainda é tarefa dos pais, porque
a relação avós e netos jamais é uma relação
pais e filhos perfeita. Avós entram em
conflito ao educarem seus netos, muitas
vezes por não concordarem com determinadas
regras impostas pelos pais, ou até pelo fato
deles (avós), como pais, terem dificuldade
em aceitar o fato de que seus filhos
cresceram e que podem ter uma outra maneira
de querer educar os seus filhos (os netos).
Ou os avós tomam para si a "adoção" do neto
como seu filho ou então esta educação tende
a se tornar conflituosa, devido às
diferenças entre o modo
de pensar dos pais das crianças e dos avós.
Dra Olga Inês Tessari
Autora dos livros:
"Dirija sua vida sem medo" e
"Amor X Dor"
- Escritora -
Pesquisadora - Palestrante -
Supervisora - Mediadora de
Conflitos - -
Desenvolve e ministra cursos,
palestras, workshops: projetos
específicos para empresas e
grupos - -
Consultora Comportamental em
temas da Psicologia para a mídia
em geral -
- Especialização em Psicologia
das Emergências e Desastres -
-
Professional & Life Coach
-
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571), atua
nas áreas de ansiedade,
autoestima, medos,
timidez, pânico,
estresse, depressão,
insegurança; orientação
de pais; problemas
específicos da criança,
do adolescente, da
mulher, do homem, da
terceira idade, do casal
e da família; situações
de emergências e
desastres. Mediadora
de conflitos dos
problemas e dificuldades
nos relacionamentos em
geral (do casal, dos
pais com os filhos,
entre amigos, parentes,
vizinhos, colegas de
trabalho, etc), sempre
buscando a qualidade de
vida das pessoas.
Trabalha também com
equipe multidisciplinar
com os distúrbios da
alimentação (obesidade,
compulsão, bulimia,
anorexia). Atendimento e
aconselhamento de
adolescentes, adultos,
pais, casais, grupos e
famílias inteiras em seu
consultório, on line ou
em domicílio.
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