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Apesar
de estarmos no século XXI, de termos
realizado uma grande revolução nos hábitos e
costumes, nós mulheres ainda seguimos os
padrões antigos de educação: devemos servir
à casa e à família em primeiro lugar!
Vejo em
consultório mulheres bem sucedidas
profissionalmente que sentem-se culpadas por
não conseguirem se dedicar como gostariam
aos afazeres domésticos e à família...
Muitas delas
abandonam bons empregos, uma carreira sólida
para se dedicarem exclusivamente ao lar.
Quando os
filhos são pequenos, realmente, há um enorme
trabalho a fazer...
Elas passam o
dia envolvidas com cuidados com fraldas,
papinhas, sopinhas, além de todas as
atividades rotineiras de uma casa... o tempo
delas é quase que exclusivamente ocupado com
os filhos e com a casa...
O tempo
passa, os cuidados e preocupações crescem
cada vez mais: agora é a escola, o médico, o
dentista, as amizades dos filhos... e elas
não percebem o tempo passar...
E quando os
filhos crescem e já não exigem mais tantos
cuidados de suas mães ou, pior ainda, quando
resolvem ir embora de casa, elas entram em
desespero... E agora? O que fazer?
Foram anos em
que se dedicaram de corpo e alma, em que
esqueceram de si mesmas, anularam-se por
opção, pela falta de tempo e pelos filhos!
Já nem sabem
mais ao certo quem são, do que gostam, do
que é bom para elas mesmas, afinal,
sentem-se desconhecidas de si mesmas por
conta de terem vivido tantos anos em função
dos filhos, da casa, do marido, dos outros!
Elas olham
para o espelho e, estarrecidas, vêem nos
seus corpos as marcas do tempo que passou...
Rugas e
gordurinhas...
Já nem sabem
ao certo o que está acontecendo no mundo,
estão totalmente desatualizadas...
Onde estão os
seus amigos?
Por causa dos
filhos, elas acabaram se afastando de tudo e
de todos...
E o marido?
Por que será
que ele está tão diferente ou mesmo tão
distante?
Já nem se
parece mais com aquele homem com quem elas
se casaram...
Infelizmente,
as mulheres deixam seus maridos em segundo
plano quando os filhos nascem, pensam que
ele vai compreender o afastamento delas
porque os filhos tomam todo o tempo.
Afinal, elas pensam, “ele há de querer que
realizemos bem o nosso trabalho como mães:
fazemos tudo isso em prol dos nossos filhos”
Mas todo e
qualquer relacionamento pressupõe cuidados,
dedicação e carinho constantes!
Quando nascem
os filhos, não há mais tempo para namorar,
para se dedicar ao marido, fazer para ele
pequenos agrados, dar-lhe a atenção que ele
merece ou deseja, as relações sexuais
tornam-se cada vez mais raras porque quase
sempre elas estão exaustas!
Enfim, mesmo
que seja de forma inconsciente, as mulheres
acabam por provocar o afastamento de seus
maridos!
E quando,
enfim, passados tantos anos, quando os
filhos vão embora para seguirem as suas
vidas, elas retornam ao início do casamento
quando havia apenas o casal: muitas vezes já
não é mais possível retomar aquele
relacionamento como era na época em que elas
se casaram!
O tempo
passou e elas evoluíram, cresceram
internamente, mudaram... E não conseguiram
acompanhar esta mesma evolução de seus
maridos porque estavam ocupadas demais!
Hoje em dia ele é um estranho!
E é por isso
que muitos casamentos naufragam quando os
filhos crescem, são dois estranhos morando
debaixo do mesmo teto e que seguiram pela
vida por caminhos paralelos...
Nesta fase da
vida, muitas mulheres entram em profunda
depressão: afinal, de que valeu toda essa
dedicação? Viveram num ritmo acelerado anos
a fio em prol da casa e da família e agora,
quando tem mais tempo para si próprias, não
sabem o que fazer com ele...
É chegada a
hora de cuidarem de si mesmas, algo que
jamais deveriam ter deixado de fazer!
Elas também
precisam refazer a sua relação com seus
maridos, algo que algo que jamais deveria
ter sido negligenciado nesses anos todos...
E aprenderem
a viver a sua própria vida... o mais
importante de tudo!
Porque se é
importante cuidar de alguém (filhos,
marido), mais importante e fundamental ainda
é cuidar de si própria!
Quando
cuidamos de nós mesmos em primeiro lugar e
antes de qualquer outra coisa, estamos
aumentando a nossa auto-estima, nosso amor
próprio.
E quando a
auto-estima está elevada, sabemos cuidar
melhor de todos os outros que nos cercam,
eles passam a nos respeitar e a nos amar
mais ainda!
Vai aqui um
alerta: não adianta nada culpar-se por estar
nessa situação!
Arregace as
mangas, vá à luta, reconquiste seu
amor-próprio e sua auto-estima porque, com
certeza, este é o caminho certo para sair
dessa depressão!
Vinheta
própria
veiculada no
Programa
Espaço Vida-
TV Aparecida
- 2008
Dra Olga Inês Tessari
Autora do livro "Dirija a
sua vida sem medo" - Escritora -
Pesquisadora - Palestrante -
Supervisora - Mediadora de
Conflitos - -
Desenvolve e ministra cursos,
palestras, workshops: projetos
específicos para empresas e
grupos - -
Consultora Comportamental em
temas da Psicologia para a mídia
em geral -
- Professional
and Life Coach -
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde 1984
(CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade,
autoestima, medos, timidez, pânico, stress,
depressão, orientação de pais, problemas
específicos da criança, do adolescente, da
mulher, do homem, da terceira idade, do casal e
da família, mediadora de conflitos dos problemas
e dificuldades nos relacionamentos em geral (do
casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc.);
trabalha também em equipe multidisciplinar com
os distúrbios da alimentação (compulsão,
obesidade, anorexia, bulimia). Atendimento e aconselhamento de adolescentes,
adultos, pais, casais, grupos e famílias
inteiras em seu consultório, on line ou em domicílio.