Pessoas com fobia
sofrem de medo exagerado e precisam
de
terapia e remédio
A fobia é um medo
irracional e sem sentido. Enquanto o medo
“comum” é relacionado a algo real e com
sentido, os pacientes com fobia sentem um
temor exagerado e irracional diante de
determinadas situações, objetos, lugares e
animais.
O problema é causado
pela ansiedade, que é uma emoção humana
normal frente a acontecimentos que estão
para vir.
Quando a ansiedade se
torna um transtorno, a pessoa muda de reação
diante de uma simples situação.
Por que
alguém teria fobia de borboleta?
Certamente, não é um
medo real, pois a borboleta é um ser
inofensivo, mas o problema está na relação
da sensação ruim sentida diante do inseto.
Pode ser que naquele dia a pessoa estava
muito preocupada, tensa, nervosa e acabou
associando essas sensações à borboleta”,
explica a psicóloga e autora do livro
“Dirija a sua vida sem medo”, Olga Inês
Tessari.
Existem mais de 500
tipos de fobias. Elas são divididas em três
categorias: a agorafobia, em que o fóbico
evita lugares fechados ou isolados e
multidões, isso devido à preocupação de
passar mal e não conseguir socorro; a fobia
social, que faz com que a pessoa se sinta
constrangida por estar sendo observada, a
privando de, por exemplo, falar e comer em
público; e por fim as fobias específicas,
que são medos de animais, voar, injeção,
entre outros.
Quando a pessoa que
tem fobia e está frente a frente com o seu
medo, o corpo responde fisiologicamente com
sintomas que podem ser tremores, calafrios,
náuseas, dor no peito, falta de ar e, até
mesmo, a sensação de que vai morrer.
Um dos tratamentos
utilizados é a terapia cognitiva
comportamental. Cognitiva porque faz o
paciente ter um novo conhecimento frente
aquela fobia. Ele “desaprende” aquele medo.
Comportamental porque, por meio dessa
técnica, você muda o comportamento do
sujeito.
Segundo Olga, o uso de
medicamentos no tratamento apenas inibe os
sintomas físicos provocados pela elevação da
ansiedade muito acima dos níveis aceitáveis,
mas não resolve as causas, que são de fundo
emocional. “A medicação às vezes é
necessária para minimizar os sintomas
provocados pelo alto nível de ansiedade, que
impedem a evolução do trabalho
psicoterapêutico”. Mas se o paciente
precisar do uso de medicamentos, o psicólogo
deve encaminhá-lo a um médico, que,
dependendo do caso, vai recomendar o uso de
algum tipo de antidepressivo ou
tranqüilizante.
Com o acompanhamento
de um bom profissional é possível eliminar
ou, pelo menos, aprender a lidar com o medo.
“Desde que seja um tratamento com início,
meio e fim, porque, em geral, as pessoas com
fobia buscam uma fórmula mágica, um
tratamento imediato, e têm por hábito
abandonar a terapia mesmo antes de seu
término por concluírem, por si mesmas, sem
qualquer embasamento ou fundamento, que não
vai dar certo mesmo”, explica Olga.
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Tratamento
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