Vivemos no mundo capitalista, uma sociedade
de consumo onde o dinheiro é o que fala mais
alto. Somos bombardeados com propagandas as
mais diversas forçando-nos a consumir,
desejarmos e criarmos necessidades de coisas
supérfluas.
Em nossa sociedade, o dinheiro é tudo e, sem
ele, muitos relacionamentos afundam ou se
consolidam realmente. O que vai determinar a
consolidação ou a separação é o tipo de
relacionamento que as pessoas tem entre si.
Se uma mulher, por exemplo, casou-se com um
homem em busca de segurança financeira, é
óbvio que seu relacionamento vai estremecer
quando seu marido estiver desempregado.
Afinal, se o que mantém esse casamento é o
dinheiro, sem ele o marido não serve para
nada... é bem capaz que, se a situação do
desemprego durar por um certo tempo, esse
relacionamento acabe!
Mas existe o lado oposto... em muitos
relacionamentos, quando ocorre o desemprego,
os casais se unem em busca de uma solução e
muitos trabalhos novos ou uma mudança geral
na carreira acontecem...
Posso citar o caso de um senhor, um grande
executivo, ao ficar desempregado, acabou por
realizar o grande sonho de sua vida,
guardado por muitos anos em função do medo
de mudanças... mudaram-se (ele e a esposa)
para outra cidade e lá ele, a muito custo,
montou um restaurante à beira-mar...e, como
nos contos de fada, viveram felizes para
sempre.
É claro que as mudanças impostas pelo
desemprego não acontecem facilmente.
O ser humano adora rotinas e a elas se
acostuma... Tem medo de sair desse círculo
vicioso por medo do desconhecido.
Tomemos como exemplo um funcionário público.
Ele tem estabilidade no emprego, mas não
gosta do que faz... Sonha com um outro tipo
de trabalho, outra vida, mas o salário do
final do mês está garantido... E, por
preferir esta garantia e com medo de
perdê-la, esta pessoa passa a vida sem
vivê-la realmente, pois estará sempre em
conflito entre o que faz e o que poderia
estar fazendo com sua vida...
E as pessoas que estão no emprego de seus
sonhos e o acabam perdendo?
O que acontece com elas?
A princípio, uma sensação de
incredulidade... Elas se perguntam: Por que
eu perdi esse emprego? Sempre fui um bom
funcionário, sempre cumpri com as minhas
obrigações, até trabalhei mais do que
deveria, etc...
As contas a pagar que continuam chegando, o
olhar de reprovação das pessoas (ou dela
mesma) por ela estar desempregada, a
sujeição a entrevistas e dinâmicas de grupo
em busca de novos empregos, a contenção de
gastos com o lazer, tudo isso leva ao
questionamento que sempre acaba em culpa: O
que foi que eu fiz de errado para perder
esse emprego?
E esse questionamento leva a pessoa a uma
sensação de menos valia, sua auto-estima
diminui, fica cabisbaixa e, não raro, pode
entrar em depressão.
Nesse momento é crucial o apoio da família e
dos amigos... mas nem sempre é o que
acontece.
As cobranças vem de todos os lados...
É muito importante que o desempregado
mantenha o bom humor e não se questione...
Perdeu o emprego? Certo! A vida continua...
Não adianta chorar sobre o leite
derramado...
Arregace as mangas e vá em frente...
Procure outro emprego...Não desanime...
Quem sabe este novo emprego seja muito
melhor que o anterior?
As pessoas tem o hábito de supervalorizar o
que se perdeu...mesmo que tenha sido pouco,
a falta do que se tinha faz com que fiquemos
saudosos do que já tivemos e com ânsia de
recuperarmos o que se perdeu...
Mas, ao invés de lamentarmo-nos, devemos
pensar que esta é uma oportunidade de
mudança, de renovação, de tentar transformar
os sonhos em realidade...ou mesmo de
repensar os próprios sonhos, valores e os
ideais de vida...
Muitas pessoas desempregadas relatam que, ao
se depararem com esta situação, descobriram
o quanto sua vida era insípida, seu ideal de
vida resumia-se a consumir desmesuradamente
roupas, acessórios, passear no shopping para
descobrir novas formas de consumir e, não
raro, não tinham tempo para a convivência
familiar e para si próprios.
Lembram-se do caso do grande executivo?
Ao ficar desempregado, ele viu-se em um
grande dilema: enquanto estava empregado
tinha medo de largar essas estabilidade e o
bom salário para realizar o seu sonho. Agora
ele tinha essa oportunidade...mas será que
valeria a pena mudar? Afinal, já tinha
hábitos arraigados de consumo... e sua
esposa? Aceitaria viver com menos dinheiro,
ter um outro tipo de vida sem muito glamour
e sem roupas de etiquetas famosas?
Conseguiria ele realizar finalmente o grande
sonho de sua vida?
Ele arriscou e conseguiu... a muito custo,
com sofrimento, com falta de dinheiro por um
bom tempo, mas hoje ele está feliz! Tem a
vida que sempre desejou...
Mora numa cidade à beira-mar tranquila, sem
toda a agitação e violência das grandes
cidades.
Vive de forma simples, mas trabalha naquilo
que sempre desejou, continua casado com a
mulher dos seus sonhos que soube compreender
e colaborar para que este sonho se
realizasse.
Este é um homem feliz, que lutou por seus
ideais e enfrentou o desemprego de uma forma
positiva...como todas as pessoas deveriam
fazer...
Nem sempre se deseja uma mudança na vida ao
ficar desempregado, mas um emprego similar
ao que se perdeu...
Não há nenhum problema nisso, se é isso o
que você deseja.
O importante é manter a cabeça erguida pois
você não é culpado por não estar
trabalhando... O país está passando por uma
grande crise e muitas pessoas de talento
estão desempregadas também...
Portanto, tenha atitudes positivas! Mantenha
os contatos, informe-se sobre novas
vagas...vá à luta porque, em algum lugar, há
um emprego esperando por você!
Auto Estima é a capacidade que uma pessoa
tem de confiar em si própria, de se sentir
capaz de poder enfrentar os desafios da
vida, é saber expressar de forma adequada
para si e para os outros as próprias
necessidades e desejos, é ter amor
próprio...
Em suma, é saber que você tem o direito e
merece mesmo ser feliz!
E para ser feliz, sua auto estima deve estar
num bom nível, quanto maior, melhor!
A baixa auto estima gera ansiedade, medo,
depressão, fobias,...enfim, uma série de
outros problemas!
As pessoas costumam confundir autoestima
com egoísmo!
Uma pessoa com boa auto estima nunca é
egoísta! Ao contrário!!! Aquele que ama a si
próprio, respeita-se e, automaticamente,
respeita as outras pessoas e jamais desejará
prejudicá-las.
O egoísta, por sua vez, só pensa em si
próprio, nunca se importando com ninguém!!
E quem são as pessoas com baixa auto estima?
Quais são os seus traços característicos
mais comuns?
Geralmente são pessoas que...
- possuem tendências perfeccionistas e que
precisam se sentir no controle de tudo o que
acontece a sua volta, o que provoca altos
níveis de stress;
- culpam os outros pelos seus problemas
(sempre se consideram vítimas);
- reagem rapidamente com raiva e esta é
quase sempre dirigida de maneira errada para
a pessoa errada;
- temem correr riscos;
- dificilmente encaram os outros nos olhos
por muito tempo;
- têm pouca concentração e geralmente são
causadores de problemas;
- têm pouca habilidade em ficar focado em
algo por muito tempo;
- constantemente estão cometendo erros e
tendo acidentes (especialmente de carro);
- tendem a ser negativistas;
- com frequência não dão certo no casamento
porque se casaram pelos motivos errados;
- tendem a abusar de álcool, drogas ou fumo;
- geralmente estão acima do peso normal;
- preocupam-se demasiadamente com as
críticas e comentários dos outros a seu
respeito.
- por preocuparem-se demais com o que os
outros pensam sobre elas, as pessoas com
baixa auto estima evitam, a todo custo,
emitir suas opiniões, gostos, valores,
pensamentos e sentimentos...
A baixa auto estima revela uma pessoa que
não expressa os seus sentimentos, que os
guarda a sete chaves. Na tentativa de
ocultar os seus sentimentos para os outros,
ela acaba tornando-se mentirosa para si
mesma...
Um exemplo para entender melhor: Você está
muito triste, mas não quer que seu amigo(a)
saiba (digamos que você deseja passar a
imagem de uma pessoa "forte", que nunca
demonstra momentos de infelicidade, de
"fraqueza"). Pois bem...Você estará mentindo
para si mesmo e quando faz isso, você se
sente diminuído e o o seu amor próprio
também cai drasticamente! Oras, se não
queremos que o outro saiba o que sentimos,
vamos, pouco a pouco, evitando manter
relações interpessoais, pois não queremos
correr o risco de, sem querer, revelar
nossos verdadeiros sentimentos.
Mas o que faz uma pessoa querer guardar os
seus sentimentos para si própria quando o
natural é sempre querer expressá-los?
Há várias razões para isso...ela pode ter
crescido num ambiente de pouco amor e afeto,
onde não se encorajava a expressão das
emoções, mas ela pode, também, ter optado em
não expressá-los com receio de gerar brigas
no ambiente familiar ou mesmo por achar que
suas emoções seriam mal entendidas ou que,
ao revelá-las, estaria magoando alguém.
Não importa qual tenha sido o motivo que
leva uma pessoa a ocultar suas emoções.
Manter as emoções ocultas internamente gera
a diminuição da auto estima!
Mesmo que alguém tenha a vida toda tentado
guardar seus sentimentos, esta pessoa não
está destinada a sofrer seus efeitos
negativos para o resto de sua vida... A
menos que ela faça esta escolha.
E por que alguém iria querer viver em um
estado de baixa auto estima?
Não existe comportamento sem uma motivação
ou objetivo: todo comportamento tem um
propósito. Pode ser um modo de chamar a
atenção para nós mesmos, ou dar a si
mesmo(a) uma desculpa para o seu próprio
fracasso, por exemplo.
E se você quer parar de sofrer, está na hora
de começar a mudar...Nunca é tarde para
isso!
E por onde você vai começar? Primeiro,
comece com você.
Você tem que construir o seu amor-próprio.
E se não consegue fazer isso sozinho, busque
ajuda profissional adequada!
Quanto mais verdadeiro você for com você
mesmo(a), melhor será o conceito que você
tem de si mesmo(a) e maior será a sua auto
estima.
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