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Publicada no Jornal Rudge Ramos
por Marília Maciel e
Larissa Molina
* Veja indicação de leitura de outros textos
no final da página *
As horas são
poucas para administrar tantas tarefas. A
cada dia, os pais passam mais tempo fora de
casa trabalhando para poder oferecer o
melhor, pelo menos o básico necessário, para
os filhos. No entanto, a ausência pode ser
prejudicial.
O diálogo
aberto entre pais e filhos é essencial para
um bom relacionamento, pois, quando o filho
é adolescente, precisa se sentir seguro,
querido e participativo. E quando é pequeno,
para que saiba que pode contar com os
familiares.
A estudante
Karisa Lima, 14, é um exemplo. O pai é
piloto de avião e a mãe, engenheira
elétrica. Como viajam muito, a filha reclama
da ausência deles e acredita que o diálogo
não é aberto por causa disso. “Eles nunca
têm tempo para conversar. Acho que as únicas
pessoas com que eu tenho um diálogo aberto
são as minhas amigas”, falou.
No entanto, a
mãe, Mafisa Lima, enxerga a situação de modo
diferente e explica que se a conversa não é
“direta”, é por culpa de Karisa e do irmão.
“Da minha parte não existe assunto que não
possamos conversar. Se há restrições, é por
parte deles, pois sempre há um amigo que os
compreende melhor”.
Ao contrário
da filha, Mafisa não acha que passa pouco
tempo com os filhos. “Não acho que devo
tempo a eles. O que importa é a qualidade e
sempre procurei valorizar muito o tempo que
temos juntos”.
A psicóloga Olga Inês
Tessari afirma que é importante saber
com quem os pais deixam os filhos para que
eles não se sintam colocados de lado e
evitar assim seqüelas para as crianças.
“Elas podem pensar assim: eles não ficam
comigo porque não sou importante. Eles dão
preferência para outras coisas, e não para
mim”.
Dra Olga Inês Tessari
Autora do livro "Dirija a
sua vida sem medo"
Escritora - Palestrante - Pesquisadora –
Supervisora – Consultora
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde 1984
(CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade,
autoestima, medos, timidez, pânico, stress,
depressão, orientação de pais, problemas
específicos da criança, do adolescente, da
mulher, do homem, da terceira idade, do casal e
da família, mediadora de conflitos dos problemas
e dificuldades nos relacionamentos em geral (do
casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc.),
trabalha também em equipe multidisciplinar com
os distúrbios da alimentação (compulsão,
obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes,
adultos, pais, casais, grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos,
palestras e projetos específicos para empresas e
grupos em geral.
Consultora em temas de Psicologia para a mídia
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