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Para
comemorar o Dia Internacional da Mentira, a
equipe do Transanet preparou um especial.
Veja as origens da data e a entrevista com a
Dra Olga Inês Tessari
Da
Redação
AS ORIGENS
Existem
várias explicações para o surgimento do dia
da mentira. Uma delas conta que, em 1564, o
rei da França Carlos IX determinou que o Ano
Novo fosse comemorado no dia 1º de janeiro,
depois da adoção do calendário gregoriano, e
isso foi seguido por vários outros países
europeus. O Ano Novo costumava ser
comemorado no dia 1º de abril. A mudança
gerou muita confusão e alguns franceses
resolveram manter a tradição, mas de uma
forma debochada: os engraçadinhos mandavam
presentes esquisitos e convites de festas
que não existiam para os conservadores da
época.
CURIOSIDADES
Para comemorar o Dia da Mentira, jornais do
mundo todo publicam falsas notícias,
geralmente com fatos absurdos. Confira
abaixo algumas delas.
1- A África do Sul comprou
Moçambique por US$ 10 bilhões. O anúncio do
negócio fora feito na Organização das Nações
Unidas pelo presidente sul-africano Nelson
Mandela. Publicado pelo Jornal Star, de
Johannesburgo.
2- A Rádio Medi, de Tânger,
no Marrocos, noticiou que o Brasil não iria
participar da Copa do Mundo porque o
dinheiro da seleção seria usado na luta
contra o incêndio em Roraima.
3- A minúscula república
russa Djortostão declarou guerra ao
Vaticano. Motivo: arrebatar o título de
menor Estado da Europa. Para tanto, ele
teria doado seis metros quadrados de seu
território a uma república vizinha. Isso
tudo de acordo com o jornal Moscou Times.
4- Diego Maradona,
ex-capitão da seleção argentina de futebol,
é o novo técnico da seleção do Vietnã. Deu
nos principais jornais vietnamitas.
5- Ao deixar o Senegal, o
presidente americano Bill Clinton seria
acompanhado de uma comitiva formada pelos
primeiros 50 senegaleses que fossem à
embaixada para pedir visto de entrada nos
EUA. Assim informou o jornal Le Soleil, do
Senegal. Centenas de senegaleses acreditaram
na mentira e correram para a embaixada
americana.
Leia a entrevista com a psicóloga Olga Inês
Tessari sobre a mentira. Saiba porque
mentimos, se a mentira pode ser positiva,
como se comporta uma pessoa que está
mentindo e saiba quando isso se torna uma
doença.
Da Redação
Transanet: É
possível viver sem mentir? Por que?
Dra Olga Inês Tessari:
A mentira, infelizmente, faz parte da vida
e, muitas vezes é um mal necessário para
evitar problemas maiores, seja no
relacionamento familiar, de trabalho, de
amizade ou mesmo de relacionamentos
afetivos.
Transanet:
Como se comporta uma pessoa que está
mentindo?
Dra Olga Inês Tessari:
A pessoa que está mentindo fica ansiosa e
preocupada em 'convencer' os outros de que
sua mentira é uma verdade. Então, a elevação
do nível de ansiedade gera aumento dos
batimentos cardíacos, a pessoa pode tremer,
gaguejar, suar em demasia e, na maioria das
vezes, tem dificuldade de olhar os outros
nos olhos.
Transanet: A
mentira sempre tem 'perna curta'?
Dra Olga Inês Tessari:
Por estar muito ansiosa, a pessoa se
comporta de forma diferente da que costuma
agir no seu dia a dia. Isso por si só já
pode fazer com que os outros desconfiem
deste comportamento diferente da pessoa. Em
geral, quem mente acaba, sem querer,
revelando, através do seu comportamento, que
está tendo atitudes não comuns a ela e que
podem revelar sua mentira.
Transanet:
Quando mentimos mais, na vida pessoal ou
profissional?
Dra Olga Inês Tessari:
Tudo vai depender da necessidade de se
mentir. Em geral, as pessoas fazem uso da
mentira para protegerem a si mesmas, para se
fazerem importantes ou para se sentirem
pertencendo a um grupo. Tive o caso de uma
garota que mentia dizendo que tinha um
namorado, embora não tivesse, apenas para
sentir que fazia parte de um grupo de amigas
no trabalho, todas com parceiros fixos
(namorados, noivos ou maridos). Em outras
situações, para mostrar um status, a pessoa
pode mentir para se sentir 'igual' a seus
colegas. Por exemplo: dizer que foi viajar
para o Nordeste (quando na verdade foi à
baixada santista), apenas para se sentir no
mesmo 'patamar' dos seus colegas que nas
férias viajaram pelo Brasil e/ou exterior.
Muitas vezes, a mentira revela uma
insegurança da pessoa em se assumir como ela
é, revelando baixa auto estima.
Transanet:
Qual a diferença da mentira de uma criança e
de um adulto?
Dra Olga Inês Tessari:
As mentiras infantis são mais fáceis de
serem detectadas até porque as crianças são
muito transparentes no seu comportamento.
Então, fica fácil descobrir suas
mentirinhas. Sabe aquela coisa de perguntar
quem foi que derrubou o vaso no chão e a
criança abaixar a cabeça? No caso do adulto,
ele já tem uma bagagem de treinamentos e de
vivências anteriores que permitem que sua
mentira seja mais difícil de ser descoberta.
Seria algo como se tornar um bom ator, pois
quem mente interpreta um papel que não é o
seu. Quanto mais um adulto mente e se sai
bem em suas mentiras, melhor é o seu papel
de ator, digamos assim.
Transanet:
Quem mente mais, o homem ou a mulher?
Dra Olga Inês Tessari:
Não existe diferença entre ambos. Tudo vai
depender da necessidade de se mentir. Ambos,
muitas vezes 'ocultam' determinados fatos
dos outros para evitar problemas para si
mesmos. Por exemplo, no ambiente de
trabalho, mentem dizendo que o chefe está
bonito (quando na verdade o chefe é feio)
para 'ganhar pontos' com ele, pensando numa
promoção. Num relacionamento afetivo, ambos
podem fazer uso da mentira para agradar a
pessoa amada com a intenção de se
'desculpar' de algo errado que fizeram ou
mesmo para evitar que a pessoa amada sofra.
Transanet: A
mentira pode ser positiva?
Dra Olga Inês Tessari:
Muitas vezes fazemos uso da mentira para
evitar um sofrimento, para impedir um mal
maior, para evitar de sermos prejudicados de
alguma forma ou mesmo para proteger as
pessoas amadas de sofrerem por causa de um
problema qualquer.
Transanet:
Quando mentir vira doença?
Dra Olga Inês Tessari:
Quando a vida do mentiroso torna-se uma
mentira. Ou seja, ele vive em função de sua
mentira, vive interpretando um papel
diferente daquilo que ele é. Vale dizer que
o mentiroso também sofre com suas mentiras
porque para evitar que sua mentira seja
descoberta, ele cria uma série de situações,
de histórias para sustentar a sua mentira e
se torna um vigilante contínuo para manter
suas mentiras.
Dra Olga Inês Tessari
Autora dos livros:
"Dirija sua vida sem medo" e
"Amor X Dor"
- Escritora -
Pesquisadora - Palestrante -
Supervisora - Mediadora de
Conflitos - -
Desenvolve e ministra cursos,
palestras, workshops: projetos
específicos para empresas e
grupos - -
Consultora Comportamental em
temas da Psicologia para a mídia
em geral -
- Especialização em Psicologia
das Emergências e Desastres -
-
Professional & Life Coach
-
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571), atua
nas áreas de ansiedade,
autoestima, medos,
timidez, pânico,
estresse, depressão,
insegurança; orientação
de pais; problemas
específicos da criança,
do adolescente, da
mulher, do homem, da
terceira idade, do casal
e da família; situações
de emergências e
desastres. Mediadora
de conflitos dos
problemas e dificuldades
nos relacionamentos em
geral (do casal, dos
pais com os filhos,
entre amigos, parentes,
vizinhos, colegas de
trabalho, etc), sempre
buscando a qualidade de
vida das pessoas.
Trabalha também com
equipe multidisciplinar
com os distúrbios da
alimentação (obesidade,
compulsão, bulimia,
anorexia). Atendimento e
aconselhamento de
adolescentes, adultos,
pais, casais, grupos e
famílias inteiras em seu
consultório, on line ou
em domicílio.
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psicólogo ou médico
Olga Inês Tessari
CRP06/19571
Consultório
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Tel: (11) 2605-6790 - Cel: (11) 99772-9692 Mapa
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