O medo faz
parte da vida de toda a pessoa e trata-se de
um instinto de sobrevivência. A psicóloga e
psicoterapeuta Olga Inês Tessari conta que
ele é um fator de proteção contra os perigos
e adversidades que as pessoas adquirem ao
longo da vida.
Autora do
livro "Dirija sua vida sem medo -
Caminhos para solucionar os seus problemas",
Olga Tessari mostra de forma clara como o medo
pode atrapalhar a vida das pessoas se elas
não tratarem.
Ter medo,
segundo ela, é mais normal do que se pensa,
mas a partir do momento que ele começa a
tomar conta da vida da pessoa a ponto que
ela sinta medo, até de sair de casa, é sinal
que algo está errado e aí é preciso procurar
um profissional. Segundo Olga, o medo tem
seu lado positivo e negativo. O positivo é
quando ele serve de defesa para qualquer
pessoa, mas se torna negativo quando
escraviza quem o sente.
"Se a pessoa
começa a se isolar em casa porque tem medo
de ser assaltada ou fica apreensiva quando
alguém chega perto dela, isto se torna
perigoso. O medo não pode comandar a vida de
ninguém. Neste caso dizemos que o medo é
limitador porque as pessoas não conseguem
fazer mais nada por achar que algo vai
acontecer com ela", explica.
Ela lembra
que apenas dois medos nascem com a gente; o
medo do barulho e o medo de cair; os demais
são adquiridos. "Vivemos uma época de muitos
medos. Sentir medo é normal. Entretanto
quando o medo sai do nosso controle, ela
torna uma doença que pode e deve ser
tratada; é o que chamamos de medo
irracionais", explica.
Além do
aspecto emocional, onde as pessoas sentem
medo até de sair na rua ou se relacionar com
outras pessoas, já que acha que todo mundo
fará alguma coisa, também existem os
aspectos físicos; com a aflição algumas
dores começam a aparecer. "A pessoa quando
está com medo ou se sentindo ameaçada,
começa a ter temores, suores e até
taquicardia; ela fica com um nível muito
alto de adrenalina. Neste caso, quando o
medo domina, é necessário a procura de um
profissional que ajudará a superar o
problema. Os familiares devem compreender
que isto é normal e a paciência deve
prevalecer."
Olga Tessari
elenca alguns sintomas físicos, comuns
quando se está ansioso e, conseqüentemente,
se tem medo de alguma coisa: taquicardia,
palpitações, suores, tremores no corpo,
rubor nas faces, falta de ar, voz trêmula,
gagueira, dores de cabeça, sensação de
desmaio, urgência urinária, sensação de
afundamento no estômago, diarréia e até
náuseas podem aparecer quando uma pessoas
está com nível alto de ansiedade.
Na maioria
das vezes os medos são criados a partir de
uma experiência ruim que a pessoa viveu ou
viu alguém passar. "Uma criança por exemplo,
tem medo de insetos se presenciou a mãe ou
alguém próximo ficar apavorada quando viu
um. Ou então tem medo de ser assaltada
naquela rua porque sua amiga já foi. Ela tem
medo de passar por uma situação que alguém
já viveu".
Ela explica
que o perfil da pessoa que tem medos
irracionais - que são aqueles além do normal
- são sempre pessoas inteligentes, bem
sucedidas, perfeccionistas e não suportam
críticas. "As pessoas que têm este medo
incontrolável gostam sempre de controlar uma
situação. Tem tudo sob controle e não sabem
lidar com as situações imprevisível. Neste
caso ela gagueja, fica com ansiedade e um
nível de adrenalina muito alto."
Olga Tessari
- que tem experiência com milhares de
pessoas que sofrem de algum tipo de problema
- explica que é preciso que as pessoas não
tenham vergonha do que sentem e saibam que
um profissional pode ajudá-la a conviver
melhor com esta situação.
"A pessoa não
deve ficar envergonhada do problema ou achar
que isto não é normal. Ter medo de alguma
coisa é mais normal do que se pensa, desde
que não altere sua rotina."
Outra dica é
que as pessoas que convivem com alguém que
tem medo tenham paciência. "Os familiares
devem entender o medo que uma pessoa tem;
seja de sair de casa, de ser assaltada o
mesmo de dirigir e ajudá-la a superar esta
situação.
Entre os
medos mais comuns ela fala do medo de
dirigir, do medo insetos e o de se
relacionar.
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Tratamento
Psicológico para a ansiedade e seus medos
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