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Tratamento
Psicológico para a ansiedade e seus medos
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Um dos
elementos mais complicadores num
relacionamento amoroso é o ciúme. Às vezes,
uma amizade mais próxima, um contato para
sair ou mesmo uma ligação por engano no
celular já indica uma briga que pode
ocasionar o fim do namoro.
A falta de
diálogo, compreensão e, até mesmo, um
acompanhamento psicológico para casos
extremos, pode ajudar a evitar que o ciúme
caminhe para um conflito mais intenso e
interfira de forma negativa e transforme a
união em lágrimas e tristeza.
A psicóloga e
psicoterapeuta Olga Inês Tessari coloca que
o ciúme pode ser encarado de forma positiva.
“Como dizia o poeta, o ciúme é o tempero do
amor. Todos nós gostamos de sentir que a
pessoa que amamos sente algum ciúme de nós,
pois entendemos isto como uma demonstração
de amor, uma medida de segurança do nosso
relacionamento. As pessoas pensam que a
ausência do ciúme é sinal de desinteresse, o
que não é verdade”, alerta.
A auxiliar
administrativo Paula dos Santos Barbosa, 21,
se acha uma pessoa ciumenta, mas afirma que
isso não atrapalha o seu relacionamento de
pouco mais de um ano. “Eu e meu namorado
somos bastante ciumentos. Quando o conheci
ele brincava com muitas meninas, abraçava,
essas coisas, e eu também com meninos amigos
meus. Daí a gente conversou, explicamos um
ao outro nosso ciúme e resolvemos de comum
acordo respeitar um ao outro”, diz.
Desde então,
ambos acabaram com o que Paula chamou de
“gracinhas” com os amigos, apesar de manter
contato normal com eles. “É preciso
renunciar algumas coisas quando se quer
ficar bem com a pessoa amada. Porque quando
você está com alguém não é pra você se fazer
feliz, mas pra fazer o outro feliz”,
acredita.
Mas nem
sempre os casais conseguem soluções
pacíficas para se manterem juntos. A
psicóloga Tessari explica que as pessoas são
levadas a se tornarem possessivas sobre as
coisas que possuem, por conta da educação
que recebem e da cultura da sociedade.
“Assim, fica mesmo difícil eliminar o ciúme,
mas é possível mantê-lo num patamar aonde a
pessoa ciumenta não sofra e nem provoque
sofrimento para aqueles que estão à sua
volta”, conclui.
CIÚMES -
Tenha cuidado na dose
Ciúme de vez
em quando não faz mal a ninguém. Pelo menos
é esse o pensamento de grande parte das
pessoas que vem esse sentimento como a
demonstração de amor ao outro. Porém, o
ciúme costuma atrapalhar na medida em que a
relação amorosa sofre constantes entraves e
brigas, por causa desse ciúme que se
transforma em algo ruim.
Para explicar
um pouco melhor como funciona o ciúme e até
que ponto ele é considerado normal, além do
que pode causar quando o comportamento da
pessoa passa a se tornar possessivo,
conversamos por email com psicóloga e
psicoterapeuta Olga Inês Tessari. Confira os
principais trechos da entrevista.
Site Padre Marcelo Rossi
- O ciúme é algo normal?
Dra. Olga Tessari:
Uma certa dose de ciúme é normal e natural:
seria algo como um termômetro que mede o
interesse de uma pessoa. Mas isso não quer
dizer que, quanto mais ciúme, mais
interesse, pelo contrário, quanto maior o
ciúme, menos "normal" ele se torna!
Site Pe. Marcelo - Até que
ponto ele pode atrapalhar um relacionamento?
Dra. Olga Tessari:
Todas as pessoas ciumentas têm um forte
sentimento de posse em relação ao outro, a
ponto de considerá-lo como alguém que lhes
pertence, como se ele fosse um objeto seu. É
claro que, quando se chega a este ponto, o
relacionamento entra em crise justamente
porque ninguém quer se sentir um objeto de
ninguém, um bibelô, alguém pronto a
satisfazer os desejos da outra pessoa e que
deve estar sempre à disposição dela. Além do
mais, qual é a pessoa que se sente bem sendo
vigiada o tempo todo?
Site Pe. Marcelo - O ciúme
tem a ver com a desconfiança gerada pelo
outro ou é pura "paranóia" de quem tem
ciúme?
Dra. Olga Tessari:
Uma pessoa enciumada se sente na iminência
de perder a pessoa amada o tempo todo e
sente esta ameaça de perda em todos os
lugares e em todas as pessoas que se
aproximam da amada! O ciúme tem como causa
uma insegurança externa ou interna.
a) causa externa: o(a) parceiro(a), de
alguma forma, dá motivos que provocam
insegurança: já traiu antes ou tem atitudes
que promovem insegurança no relacionamento.
Neste caso, é o(a) parceiro(a) quem acaba
por gerar o ciúme!
b) causa
interna: A própria pessoa é insegura consigo
mesma e tem motivos da sua vivência anterior
para se sentir assim. Neste caso, é preciso
que ela faça um tratamento psicológico para
aprender a ter confiança e segurança em si
mesma, aprendendo a lidar de forma positiva
com sua ansiedade, insegurança e ciúmes,
porque o ciúme pode acabar com um
relacionamento.
Site Pe. Marcelo
-Esse
ciúme mais forte é pelo fato da
característica da pessoa ser possessiva?
Dra. Olga Tessari: De
uma certa forma, pela própria educação que
tivemos, todos nós somos um pouco
possessivos quando queremos que alguém fique
conosco ao nosso lado e desejamos que esta
pessoa tenha toda a sua atenção voltada só
para nós! Todas as pessoas ciumentas têm um
forte sentimento de posse em relação ao
outro, a ponto de considerá-lo como alguém
que lhes pertence, como se ele fosse um
objeto seu. Então, quanto mais ciumenta for
a pessoa, mais possessiva ela se torna a
ponto de querer ter o domínio total de todos
os passos de seu parceiro.
Site Pe. Marcelo - O ciúme é
uma doença? Como é visto o ciúme na
Psicologia?
Dra. Olga Tessari:
Não é uma doença no sentido médico, mas um
distúrbio de comportamento que gera
sofrimento, tanto para aquele que tem ciúmes
como para aquele que é o objeto do ciúme.
Ele é um dos sintomas de uma pessoa com
baixa auto-estima.
Site Pe. Marcelo Rossi
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O que é preciso fazer
para a pessoa controlar esse ciúme?
Dra. Olga Tessari:
A pessoa ciumenta além de causar sofrimento,
também sofre muito com seu ciúme, tem baixa
auto-estima, é uma pessoa insegura e
dependente, deixa-se levar por sua
imaginação, a qual está sempre voltada para
o negativo (ela sempre imagina o pior!). Ela
precisa de tratamento psicológico para
elevar a sua auto-estima e, dessa forma,
preservar o seu relacionamento. Já vi uma
infinidade de casos em que relacionamentos
terminam por causa do ciúme. E, pior ainda,
esta pessoa ciumenta, que causou o término
deste relacionamento, fica mais insegura
ainda com o fim desta relação e, certamente,
num próximo relacionamento, será mais
ciumenta ainda, o que gera um círculo
vicioso sem fim, com um sofrimento cada vez
maior!
Consultoria: Olga Inês
Tessari, psicóloga e psicoterapeuta. Mais
dela na Internet, pelo site
http://ajudaemocional.tripod.com
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