Site de informação, divulgação e de orientação sobre problemas
do ser humano de origem emocional, respaldado em pesquisas
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Ao longo de
nossa vida, provavelmente esbarramos, ou,
ainda, corremos o risco de esbarrar com
pessoas que parecem levar uma carga de
dinamite embaixo dos braços. E que não se
tratam dos cupinchas do Bin Laden e nem dos
homens-bombas, que explodem em prol da causa
palestina, mas sim de indivíduos que estão
sempre prestes a reagir como se fossem um
deles: ao menor sinal de divergência detonam
a carga explosiva e, sem cerimônia, mandam
tudo para os ares. Pessoas conhecidas,
principalmente nas rodinhas de conversa que
se formam nas suas costas, como o famoso
"pavio curto".
Para ilustrar
a questão, podemos dizer que as criaturas de
pavio curto são aquelas que, ao notarem que
não estão agradando, sacam imediatamente as
duas pedras que trazem na manga para
qualquer eventualidade. Coisa que, no caso
dessas pessoas, nunca falta. Nem que a
eventualidade seja fabricada. "Eu namorava
um cara que bastava eu dizer que era azul e
ele achar que era verde, que começava uma
discussão. E estas brigas sempre começavam
por motivos fúteis e evoluíam para a lavação
de roupa suja", relata a arquiteta Vivian
Britto.
Ninguém gosta
de ser vítima de um bombardeio,
principalmente se os motivos forem os mais
tolos possíveis. Acontece que essa
personalidade inflamável pode ser um
disfarce inconsciente para mascarar
problemas e dificuldades. O publicitário
Rômulo Cardoso assume que carrega dentro de
si uma dinamite acesa. "Eu sei que exagero
às vezes e atribuo essas minhas reações a um
conjunto de fatores como pouca paciência,
estresse, excesso de trabalho... Mas tenho
tentado me controlar para não ficar com fama
de grosso e maluco", confessa ele. A
psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari
afirma que esse comportamento pode estar
realmente ligado a problemas pelos quais a
pessoa esteja passando. "Problemas em geral
geram muitas tensões e é comum as pessoas
utilizarem "válvulas de escape" para tentar
diminuir a tensão. Algumas choram, outras se
isolam, outras tantas praticam exercícios
físicos, outras comem em demasia e outras
ainda arrumam brigas e confusões apenas para
aliviar a tensão por meio de uma discussão",
descreve ela.
No entanto,
desfrutar da companhia desses, que devem se
achar os próprios "deuses da chuva", já que
por qualquer coisinha saem logo fechando o
tempo, não é fácil. "É muito chato ter que
conviver com gente que nos obriga a pisar em
ovos o tempo todo. Meu namorado é assim,
nunca sei se vou agradar ou não. Ele faz
tempestade em copo d' água até pelo filme
que vamos assistir, é uma eterna batalha
nosso convívio", desabafa a gerente de
marketing Tatiana Souza Dantas. Segundo a
psicóloga Olga Inês, não são apenas as
dificuldades do cotidiano que colaboram para
o eminente show de raios e trovões do
nervosinho. "O pavio curto de algumas
pessoas se deve à educação familiar.
Geralmente, são pessoas criadas sem limites,
que tiveram sempre os seus desejos
satisfeitos e que, por isso, têm dificuldade
de lidar com os limites da vida. Não
costumam ser contrariadas e, quando são, não
sabem lidar com a contrariedade ou com a
frustração", explica a psicóloga.
E o que fazer
para convencer estas seres humanos que
estamos em franco processo de desarmamento
mundial? A psicóloga responde que o primeiro
passo é tomar consciência de que nem tudo é
como gostaríamos que fosse. "A pessoa tem
que entender que problemas existem para
serem resolvidos e que provocar brigas por
nada gera ainda mais problemas no
relacionamento com as pessoas em geral, o
que pode fazer com que elas evitem estar na
presença da pessoa de pavio curto,
provocando um isolamento forçado", avalia
Olga Tessari, complementando que um
acompanhamento psicológico para estas
pessoas que não sabem lidar com a
contrariedade também é bem-vindo.
Portanto, se
você é obrigado a conviver com alguém com
esse perfil, ou escolheu isso para si, sua
função é procurar não alimentar brigas,
esperar a pessoa esfriar a cabeça e na hora
de conversar, para mostrar que ela está
exagerando, é bom já ter se embriagado de
generosas doses de paciência (dupla e com
gelo). Assim, quem sabe, você ganha a
parada...
Dra Olga Inês Tessari
Autora dos livros:
"Dirija sua vida sem medo" e
"Amor X Dor"
- Escritora -
Pesquisadora - Palestrante -
Supervisora - Mediadora de
Conflitos - -
Desenvolve e ministra cursos,
palestras, workshops: projetos
específicos para empresas e
grupos - -
Consultora Comportamental em
temas da Psicologia para a mídia
em geral -
- Especialização em Psicologia
das Emergências e Desastres -
-
Professional & Life Coach
-
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571), atua
nas áreas de ansiedade,
autoestima, medos,
timidez, pânico,
estresse, depressão,
insegurança; orientação
de pais; problemas
específicos da criança,
do adolescente, da
mulher, do homem, da
terceira idade, do casal
e da família; situações
de emergências e
desastres. Mediadora
de conflitos dos
problemas e dificuldades
nos relacionamentos em
geral (do casal, dos
pais com os filhos,
entre amigos, parentes,
vizinhos, colegas de
trabalho, etc), sempre
buscando a qualidade de
vida das pessoas.
Trabalha também com
equipe multidisciplinar
com os distúrbios da
alimentação (obesidade,
compulsão, bulimia,
anorexia). Atendimento e
aconselhamento de
adolescentes, adultos,
pais, casais, grupos e
famílias inteiras em seu
consultório, on line ou
em domicílio.
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