Site de informação, divulgação e de orientação sobre problemas
do ser humano de origem emocional, respaldado em pesquisas
científicas. As informações contidas nesse site têm caráter
educativo e informativo e não descartam, em hipótese alguma, as
consultas com um psicólogo ou um médico. Todo o conteúdo desse
site está registrado e protegido pela lei de direitos
autorais. A cópia sem autorização é crime sujeito às penas da
lei: não seja o próximo a ser processado judicialmente!Olga Tessari não
tem equipe, trabalha sozinha! Seus sites: www.ajudaemocional.comwww.ajudaemocional.netwww.olgatessari.com.brwww.olgatessari.comhttp://ajudaemocional.tripod.com
*o texto está registrado de acordo com a Lei
de Direitos Autorais
Publicada no
site Bolsa de Mulher e site Ig por Daniela
Pessoa em
20/08/2008
* Veja indicação de leitura de outros textos
no final da página *
Era uma vez o
amor intenso, a paixão avassaladora. Fórmula
perfeita, tudo para dar certo. No entanto,
entra em cena um vilão: o preconceito. Ele
traz à tona julgamentos infundados a
respeito do amor, baseados apenas em
detalhes como classe social, cor da pele,
cultura e idade - o tipo de discriminação
que pensamos já estar superada. Será?
Infelizmente, não. Muitos casais ainda
encontram na discriminação o principal
obstáculo para o romance e ouvem dizer que
rico e pobre, negro e branco, velho e novo
não se misturam. Será que tais histórias
podem ter o merecido "felizes para sempre"?
No embate amor versus preconceito, há
enamorados que desafiam padrões sociais,
amigos e até a família. Até onde você iria?
Da ficção para a
vida real
Contra Dé e Nina, o
mundo. A favor deles, o amor. Nada mais
atual do que o filme "Era uma vez...", do
diretor Breno Silveira, para retratar
os
dissabores do preconceito
na vida de um casal
disposto a lutar pelo relacionamento a
qualquer preço. De um lado, Dé, filho de
empregada doméstica e morador da favela do
Cantagalo, no Rio. Do outro, Nina, filha
única de uma família
rica da Avenida Vieira
Souto, em Ipanema. Os dois se apaixonam e,
juntos, vivem um romance tido como
improvável. Alvos de críticas e olhares
enviesados devido ao abismo econômico e
social existente entre eles, Dé e Nina são o
retrato, na ficção, da intolerância que
também balança o romance de muitos Dés e
Ninas do "mundo real".
Era bem
difícil, porque os meus amigos também diziam
que não ia dar certo, que a diferença era
muito grande, que a gente não ia ter papo,
que depois de passada a química de pele não
sobraria mais nada.
É o caso da
nutricionista Giovana* e do técnico de
informática Mateus*, juntos há seis anos.
"Foi amor à primeira vista", derrete-se a
moça. Logo que se conheceram, engataram um
namoro sério, o que assustou os pais dela.
"Eu achava que os meus pais implicavam com
ele por ser o meu primeiro namorado firme.
Mas, aos poucos, percebi que não era
exatamente isso. O preconceito velado foi se
tornando cada vez mais explícito e
insuportável", conta. Giovana mora na Zona
Sul do Rio e Mateus, em um bairro da
periferia da cidade. Ela conta que os pais
não aceitavam essa diferença. "Eles diziam
que o fato de a filha ter escolhido um
namorado 'pobre' era até aceitável, mas,
mulato, já era demais. ‘Netinhos negros? Nem
pensar!', como se ser humano tivesse
pedigree!", revolta-se.
A solução foi
namorar às escondidas. "Era bem difícil,
porque os meus amigos também diziam que não
ia dar certo, que a diferença era muito
grande, que a gente não ia ter papo, que
depois de passada a química de pele não
sobraria mais nada. Cheguei até a ouvir que
o Mateus era interesseiro, que queria o
status de namorar uma menina ‘rica' e
branca", diz Giovana.
Pré-conceitos
De acordo com
a psicóloga e escritora Olga Tessari, o ser
humano teme tudo aquilo que é diferente e,
por isso, faz julgamentos antecipados. "Você
oferece um alimento estranho, desconhecido,
e a pessoa logo diz 'eu não gosto', mesmo
sem nunca tê-lo provado", exemplifica. Sendo
os relacionamentos baseados em afinidades, é
de se esperar, portanto, que seja difícil
lidar com as diferenças. "Por isso, o
primeiro impulso da família e dos amigos é
mesmo discriminar. Mas, no fundo, eles
desejam apenas o melhor e esquecem que o que
é bom para eles nem sempre é o que é bom
para o outro", explica a psicóloga.
"Por medo de
ter que agüentar mais e mais julgamentos,
cheguei até a esconder o Mateus de pessoas
que ainda não o conheciam", confessa
Giovana. Então, o namoro começou a desandar.
"Ele dizia que me amava, mas que não queria
me ver em pé de guerra com o mundo inteiro.
Lembro exatamente das palavras dele: ‘Não
quero mais que a gente seja invisível. Acho
que, isso sim, faria a gente não dar certo'.
Então, decidi enfrentar o preconceito de uma
vez por todas", relata.
A
nutricionista aproveitou um almoço de
família para resolver a situação. "Quando
apareci de mãos dadas com o Mateus na casa
dos meus tios, foi um choque geral. Lembro
dos olhares de espanto até hoje", diz. Antes
de dar margem a qualquer comentário,
disparou o discurso que, segundo ela, havia
treinado a semana inteira. "Eu estava tão
nervosa que nem lembro direito o que eu
falei, mas garanti que estava muito feliz.
Se ia dar certo? Nem eu, nem ele sabíamos,
mas eu disse que achava que merecíamos
tentar. Chorei muito, meus pais viram que eu
estava sofrendo", relembra Giovana. E foi
então que a família começou a dar uma chance
ao rapaz. Aos poucos, os amigos também.
"Quem ouve não acredita, parece até novela,
né?",
ri Giovana. "Agora todo mundo respeita muito
o Mateus, viram que ele não é melhor nem
pior do que ninguém e que é uma boa pessoa",
comemora.
Já
Cristina Mathias, designer, não teve a mesma
sorte do final feliz. "Meu primeiro
relacionamento foi perfeito, o melhor da
minha vida, mas não deu certo por causa do
preconceito de idade. Eu tinha 17 e ele,
32", conta. O preconceito, nessa história,
porém, não era dos pais nem dos amigos. Era
do próprio namorado. "Ele era uma pessoa
muito vaidosa, pensava na aparência, no
desempenho, se ia me satisfazer, se eu não
teria curiosidade de
experimentar relações
sexuais com outros homens, já que ele foi o
meu primeiro. Também não conseguia imaginar
como seria a questão do casamento, dos
filhos e não acreditava que eu, quando
estivesse no auge dos 30, ainda me
interessaria por um homem beirando os 50",
explica. Para piorar, a sogra parecia não
apoiar o relacionamento do filho com uma
adolescente, apesar de Cristina ter sido
sempre muito madura. "A mãe torcia pela
ex e colocava muita pressão contra a
nossa relação. Ele
cedeu",
lamenta.
Enquanto o
relacionamento de Cristina com o homem 15
anos mais velho não vingou, o da jornalista
Alice* nem começou. O motivo? Mais uma vez,
o preconceito. "Conheci um homem lindo em
uma boate. De repente, ele foi se
aproximando e começou a dançar comigo.
Muitas músicas depois, começamos a
conversar. Nome, o que fazíamos, idade...
Foi aí que ele mentiu", revela. "Depois que
eu contei que tinha 20 anos, ele me pediu
para adivinhar a idade dele. Chutei 28, mas
ele me corrigiu, dizendo que tinha 25". E
assim a noite foi passando, passando, mas
nada rolou. Antes de ir embora, Alice tomou
a iniciativa de pedir o telefone dele e,
alguns dias depois, mandou uma mensagem.
Então, começaram a se falar com mais
freqüência.
Numa das
ligações, ele confessou que queria muito
sair comigo, mas que eu era muito nova para
um cara que já ia fazer 33 anos. E brincava
dizendo que iria ser preso se a gente se
envolvesse", diverte-se a jornalista. Não se
dando por vencida, Alice rebateu, dizendo
que o rapaz estava se preocupando com um
detalhe muito leviano. "Dei até o exemplo do
meu pai e da mulher dele, quase 25 anos mais
nova", conta. "Mas não adiantou, nada o
convenceu. Ele não quis nem arriscar comigo.
E, assim, deixamos de viver algo que poderia
ter sido muito legal se ao menos tivéssemos
tentado. Bom, acho que eu, pelo menos, fiz a
minha parte", garante Alice.
Um casal,duas culturas
Ana Maria* é
professora casada com um americano, mora nos
Estados Unidos há três anos e também sofre
na pele o preconceito - de ser brasileira.
"As pessoas costumam fazer piadas de extremo
mau gosto e comentários muito maldosos.
Ainda tem muito aquela coisa de 'ela se
casou com ele só para ganhar o visto e ainda
ficou grávida para segurar o marido'. Meu
filho é pequeno, mas sei que ele sente que
nem sempre somos bem-vindos, que pertencemos
a 'outro mundo'", indigna-se.
A professora
conta que as duas famílias não foram muito a
favor do casamento, mas afirma que, apesar
das dificuldades, ela não se arrepende. "Meu
marido e eu somos felizes, só temos alguns
atritos na hora de educar o nosso filho -
dentro de casa, pelo menos, eu defendo a
criação à moda brasileira", diverte-se ela.
Segundo Anna
Paula Uziel, professora do Instituto de
Psicologia da Universidade Estadual do Rio
de Janeiro (UERJ), o desejo, a paixão e o
amor são livres, mas o preconceito é a
amarra. A psicóloga Olga Tessari completa:
"No fundo, o problema está na diferença".
Ela ressalta que, se o casal souber
administrá-la, evitando conflitos, mágoas e
mal entendidos futuros, é totalmente
possível ter um relacionamento "ad
infinitum" (ou para sempre).
Para driblar
as críticas daqueles que têm preconceitos,
não permitindo que elas interfiram no
equilíbrio do casal, é importante
desconstruir e renegociar os pré-julgamentos
através do diálogo. Para isso, é preciso ter
paciência. "Se, ainda assim, não der certo,
vale a pena ousar e lutar. Um confronto
direto pode chocar no sentido de gerar
mudança", aconselha Anna Paula Uziel. Se o
amor vence no final? Comemore, porque a
resposta é sim! Desde que o casal se aceite
e desde que saiba lidar de forma positiva
com as pressões sociais e familiares,
exigindo respeito de todos, diz Olga
Tessari.
* Os nomes foram
alterados a pedido
dos entrevistados
Dra Olga Inês Tessari
Autora dos livros:
"Dirija sua vida sem medo" e
"Amor X Dor"
- Escritora -
Pesquisadora - Palestrante -
Supervisora - Mediadora de
Conflitos - -
Desenvolve e ministra cursos,
palestras, workshops: projetos
específicos para empresas e
grupos - -
Consultora Comportamental em
temas da Psicologia para a mídia
em geral -
- Especialização em Psicologia
das Emergências e Desastres -
-
Professional & Life Coach
-
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571), atua
nas áreas de ansiedade,
autoestima, medos,
timidez, pânico,
estresse, depressão,
insegurança; orientação
de pais; problemas
específicos da criança,
do adolescente, da
mulher, do homem, da
terceira idade, do casal
e da família; situações
de emergências e
desastres. Mediadora
de conflitos dos
problemas e dificuldades
nos relacionamentos em
geral (do casal, dos
pais com os filhos,
entre amigos, parentes,
vizinhos, colegas de
trabalho, etc), sempre
buscando a qualidade de
vida das pessoas.
Trabalha também com
equipe multidisciplinar
com os distúrbios da
alimentação (obesidade,
compulsão, bulimia,
anorexia). Atendimento e
aconselhamento de
adolescentes, adultos,
pais, casais, grupos e
famílias inteiras em seu
consultório, on line ou
em domicílio.
As informações contidas nesse site têm caráter educativo e
informativo e não descartam, em hipótese alguma, as consultas com um
psicólogo ou médico
Olga Inês Tessari
CRP06/19571
Consultório
Rua Costa Aguiar, 1810 - Ipiranga - São Paulo - SP -
Brasil
Tel: (11) 2605-6790 - Cel: (11) 99772-9692 Mapa
de localização
-
Formulário para contato Não tenho equipe:
trabalho sozinha!