Quem é que
nunca soube de um caso de paixão entre
primos? Pode não ter acontecido com você,
mas é comum entre adolescentes que estão
descobrindo o amor, especialmente aqueles
mais tímidos. “Normalmente, as primeiras
pessoas por quem esse adolescente se
apaixona estão próximas a ele. Por ser da
família, o relacionamento entre as duas
partes é antigo e ele se sente mais à
vontade”, afirma a psicóloga Olga Inês
Tessari.
Por outro
lado, pode ser apenas um encantamento pela
própria idade. Na adolescência, existe a
descoberta do sexo oposto e essa “falsa
paixão”, decorrente da inexperiência, se
abaterá mais facilmente sobre as pessoas
próximas. No entanto, se acontece na fase
adulta, é porque existe reciprocidade e
muita afinidade entre o casal. Os dois lados
se conhecem bem, já tiveram outras
experiências e esse sentimento deve ser
levado a sério.
Lutando
contra preconceitos
Quando duas
pessoas da mesma família estão nessa
condição, a aceitação dos parentes torna-se
uma barreira para elas ficarem juntas. “As
pessoas sabem que um casamento entre primos
tem grande possibilidade de resultar em
filhos com problemas genéticos, físicos ou
mentais”, lembra Olga. Por conta disso,
existe um código social que proíbe este tipo
de namoro. Além disso, pesa também o lado
religioso: o incesto é punido veementemente
pelas religiões cristãs. Quando pais,
irmãos, tios e avós ficam sabendo, começam a
se portar de forma negativa, até mesmo
fazendo chantagens para que o casal desista
de ficar junto.
Hoje em dia,
esse tipo de relacionamento não costuma ser
comum, uma vez que a pressão da família para
que ele não aconteça é sempre muito grande.
“Um exemplo: ‘estou apaixonada, gostaria de
casar com meu primo e desisto porque todo
mundo me trata mal, o que me faz perder o
convívio familiar’. Essa pessoa prefere
abdicar da paixão a ir contra toda a
família”, explica a psicóloga. “A regra que
se convencionou é a de que familiares não se
relacionam entre si, são todos assexuados”,
complementa. No entanto, uma vez que você se
veja apaixonada, procure seus pais ou algum
parente mais esclarecido para agir como
mediador dos conflitos e dar conselhos de
como você deve reagir para a família aceitar
mais facilmente.
Fonte: Olga
Inês Tessari é psicóloga e psicoterapeuta
formada pela Universidade de São Paulo. Fez
especialização em psicoterapia breve na
Unimarco e em psicofarmacologia na Escola
Paulista de Medicina. É autora do livro
"Dirija a sua vida sem medo", já na segunda
edição, e está prestes a lançar, até o fim
de 2009, outro sobre problemas de
relacionamentos. Site:
www.ajudaemocional.com. CRP: SP/19571-6.
Dra Olga Inês Tessari
Autora do livro "Dirija a
sua vida sem medo"
Escritora - Palestrante - Pesquisadora –
Supervisora – Consultora
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde 1984
(CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade,
auto-estima, medos, timidez, pânico, stress,
depressão, orientação de pais, problemas
específicos da criança, do adolescente, da
mulher, do homem, da terceira idade, do casal e
da família, mediadora de conflitos dos problemas
e dificuldades nos relacionamentos em geral (do
casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc.),
trabalha também em equipe multidisciplinar com
os distúrbios da alimentação (compulsão,
obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes,
adultos, pais, casais, grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos,
palestras e projetos específicos para empresas e
grupos em geral.
Consultora em temas de Psicologia para a mídia
em geral Visite o site:
www.ajudaemocional.com
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