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Fazer o bem faz bem!
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Entrevista com
Dra Olga Inês Tessari
*o texto está registrado de acordo com a Lei
de Direitos Autorais
Publicada na Revista Saúde
da Mulher nº 3 - ano 1o site Canal
Eletrônico
por Carolina Brito
* Veja indicação de leitura de outros textos
no final da página *
Trabalho voluntário, doações, palavras de
conforto, gentilezas…
Pequenas atitudes que, além de ajudar o
próximo,
trazem benefícios para si própria e também
para a sua saúde!
O altruísmo é uma palavra pouco conhecida,
mas praticada em todo o mundo. Ajudar o
próximo sem receber nada em troca é uma
atitude que muitos profissionais na área da
saúde estão a considerar um ótimo remédio
para sentir-se melhor e mais feliz. Para a
psicóloga Olga Inês Tessari, o ser humano é
um ser social, gosta de viver em grupos e
sente prazer quando, de alguma forma,
colabora para o bem-estar do outro. “É
sempre bom fazer o bem, ser solidário e
participativo com as pessoas à sua volta e
com a sua comunidade. Faz parte da natureza
humana colaborar com o outro, dentro das
suas possibilidades”, explica a
especialista.
A psicóloga conta que é possível perceber
melhor este comportamento quando há
situações de calamidade pública. As pessoas
mobilizam-se rapidamente para arrecadar
alimentos, fundos e prestar assistência aos
que necessitam.
No dia-a-dia
Segundo Olga Inês Tessari, existem atitudes
simples e que colaboram no dia-a-dia. Por
exemplo: dar o seu lugar para uma pessoa
mais velha se sentar, ajudar alguém a
atravessar a rua, dizer bom dia, sorrir para
o outro no elevador, enfim ter atitudes de
respeito.
O trabalho voluntário é também um ótimo
remédio. Uma pesquisa realizada durante 10
anos por professores da universidade de
Harvard, nos Estados Unidos, envolveu cerca
de 2.700 pessoas. Os estudiosos apontaram
que ser voluntário faz bem ao coração e ao
sistema imunológico, além de aumentar a
expectativa de vida e a vitalidade.
Eles notaram que as pessoas que têm esses
gestos de altruísmo, ao perceber a
felicidade e a gratidão dos outros, liberam
no cérebro a endorfina, responsável pela
sensação de prazer. Ela diminui a sensação
de dor e as chances de ficar doente. Outro
ponto importante da pesquisa foi a melhora
no funcionamento imunológico de quem ajuda.
Olga Inês Tessari explica que esse tipo de
ação proporciona uma satisfação pelo simples
fato de se saber que passou para o outro
algo positivo, trazendo uma agradável
sensação de bem-estar. “Isso não quer
dizer que as pessoas façam o bem somente
porque esperam uma recompensa ou
retribuição: embora algumas pessoas ajam
desta forma, a maioria faz o bem apenas pelo
prazer de fazê-lo”.
Anti-socialismo: NÃO!
A profissional explica que as pessoas hostis
costumam ser “amargas”, pois passaram por um
sofrimento no passado. Por isso, preferem
ficar distantes. “Elas pensam que, agindo
desta forma, evitam o sofrimento novamente.
Mas, assim, elas deixam de ter o prazer de
conviver em grupos, ajudar o próximo e de
sentir a sensação incrível que isso
proporciona”.
O voluntariado
Em Portugal, o voluntariado é um assunto de
peso. A AMI (Associação Médica
Internacional) é um forte exemplo. Ela atua
no mundo todo para acabar com a pobreza e
outros problemas sociais. É formada por
voluntários que colaboram em campanhas,
promovem eventos e angariam fundos, ajudando
quem precisa.
Notícias quentes dos LABORATÓRIOS
Ø
Parte “altruísta” do cérebro é descoberta
Pesquisadores norte-americanos, do Centro
Médico da Universidade de Duke,
publicaram um estudo na Nature
Neuroscience, envolvendo 45 pessoas. Com
jogos e questões envolvendo tarefas
beneficentes, foi possível constatar os
indivíduos mais altruístas. Estes tinham
respostas mais fortes do sulco temporal, uma
região do cérebro que está a ser estudada
para saber ao certo como se desenvolve o
altruísmo desde a infância.
Ø
Generosidade está ligada a um hormônio
Pesquisadores da Claremont Graduate
University, estudaram os efeitos da
occitocina em atos de generosidade. Os que
recebiam o hormônio ofereciam 80% mais
dinheiro a pessoas estranhas, do que os que
não tomaram. Foi constatado que a occitocina
acionou a empatia no cérebro, um dos
ingredientes para a generosidade.
Ø
A pessoa altruísta é mais atraente, diz
pesquisa
Um estudo feito na Universidade de
Nottingham, Inglaterra, comprovou que
pessoas altruístas são mais atraentes. A
pesquisa, publicada no British Journal of
Psychology, mostrou que questões como
doar sangue e ser voluntário de hospitais
são as principais características para se
tornar sedutor.
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Dra Olga Inês Tessari
Autora do livro "Dirija a
sua vida sem medo"
Escritora - Palestrante - Pesquisadora –
Supervisora – Consultora
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde 1984
(CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade,
auto-estima, medos, timidez, pânico, stress,
depressão, orientação de pais, problemas
específicos da criança, do adolescente, da
mulher, do homem, da terceira idade, do casal e
da família, mediadora de conflitos dos problemas
e dificuldades nos relacionamentos em geral (do
casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc.),
trabalha também em equipe multidisciplinar com
os distúrbios da alimentação (compulsão,
obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes,
adultos, pais, casais, grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos,
palestras e projetos específicos para empresas e
grupos em geral.
Consultora em temas de Psicologia para a mídia
em geral
Visite o site:
www.ajudaemocional.com
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