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Bullying
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Entrevista com
Dra Olga Inês Tessari
*o texto está registrado de acordo com a Lei
de Direitos Autorais
Publicada no site do Colégio Pueri Domus
abril/2009
* Veja indicação de leitura de outros textos
no final da página *
Diálogo entre pais
e filhos é fundamental para evitar problema
Na sala de aula ou
durante as aulas de Educação Física, sempre
há alguém da turma que se transforma em
vítima de piadas e brincadeiras de mão ou
alvo constante de bolinhas de papel.
Percebendo que o aluno não reage, os colegas
abusam ainda mais.
Esse fenômeno,
conhecido popularmente como bullying, atinge
pais que nem imaginam como seus filhos são
tratados pelos “companheiros” da escola. A
pedagoga Cléo Fante, autora do livro O
fenômeno do bullying (Verus Editora) e
pesquisadora do tema desde 2000, define o
problema como ações agressivas que ocorrem
sucessivamente sem motivo que justifique os
maus-tratos. As pesquisas de Cléo Fante
indicam que, mesmo que o problema ocorra no
colégio, a raiz pode estar em casa, já que o
tratamento familiar é um reflexo de como
será a convivência dos filhos no meio em que
estão inseridos. “A super proteção da
família não ensina como reagir nem em
simples situações”, afirma a autora.
Como ajudar?
“Mesmo angustiados
com o sofrimento do filho, é fundamental não
incentivar o revide como forma de se
defender da ofensa”, afirma a pesquisadora.
O que não significa que a história possa ser
deixada de lado. “Não adianta revidar ou
tirar satisfação com os agressores, porque
podem surgir retaliações que geram uma
violência ainda maior. O ideal é esclarecer
o problema e não ignorá-lo totalmente, uma
vez que ninguém consegue esquecer os
maus-tratos repetitivos e os sofrimentos
gerados em sua vida”, afirma.
Conversar com a
criança e oferecer-lhe apoio para resolver o
problema é a solução mais recomendada para
esses casos, mas é fundamental não cair na
superproteção. “Em uma sociedade que pode
ser tão hostil e competitiva, é necessário
aprender a superar obstáculos”, afirma Rita
Calegari, psicóloga infantil do Hospital São
Camilo.
Mas é preciso
respeitar a personalidade de cada um.
“Estabelecer diálogo e formas de expressão
saudáveis com nossos filhos é o melhor
caminho”, completa Rita.
A psicoterapeuta
Olga Tessari concorda e complementa: “A
vítima precisa, aos poucos, impor respeito.
E a família, dosar sua proteção. Em alguns
casos, a interferência acontece de uma forma
tão expressiva que acaba impossibilitando o
desenvolvimento daquele ser”.
Outro fator que
pode colaborar para que as crianças se
sintam isoladas, é o fato de não receberem o
carinho e a atenção devida. “Hoje em dia
esse fato ocorre com grande freqüência já
que os pais dedicam muitas horas ao
trabalho”, complementa Olga Tessari.
Sinais do bullying
O primeiro desafio
dos pais é descobrir quando seus filhos
estão enfrentando problema deste tipo.
Algumas características são típicas de
alguém que não está se sentindo confortável
para ir à escola: pedir, com freqüência,
para faltar às aulas, sem um motivo claro,
talvez seja o primeiro deles, mas não é o
único.
A criança pode
suar muito, ter ânsia de vômito ou crises de
choro quando está se preparando para ir à
aula. O ato de freqüentar a escola, cada dia
mais estudado por pedagogos para se tornar
mais dinâmico e prazeroso ao aluno, torna-se
um martírio, o que pode refletir em falta de
atenção para com o professor e notas baixas.
Há casos acentuados em que as vítimas chegam
a sofrer fenômenos psicossomáticos, como
gastrite nervosa, síndrome do pânico e
depressão.
Segundo a Diretora
do Pueri Domus, atitudes como conversar
sempre com os filhos e participar de seu
dia-a-dia ajudam a identificar e a evitar um
transtorno desse tipo. “Mas, se mesmo assim
a mãe ou o responsável identificarem
comportamentos estranhos como isolamento e
introspecção em demasia, é preciso tomar
algumas providências para que o aluno não
fique ainda mais abalado e busque na solidão
uma espécie de alívio para o seu problema”.
Escola Pueri Domus
A Escola Pueri
Domus está atenta a esse tipo de situação.
Em casos de bullying, a Instituição realiza
um trabalho organizado pela Coordenação, em
conjunto com o corpo docente, para trabalhar
a auto-estima do aluno. “São promovidas
atividades de encorajamento e também
trabalhos em grupos nos quais o professor
escolhe os integrantes e o líder”, afirma a
diretora Elisa Pereira
Além disso, Elisa
explica que, todos os anos, as turmas das
salas de aulas são alteradas com o objetivo
de que os alunos se conheçam melhor e,
assim, fomentar um ambiente onde o convívio
seja saudável e próspero. “Há quem reclame,
mas explicamos que amigos, todos sempre
serão, estando na mesma turma ou não”.
Leylah de
Carvalhaes, Coordenadora Pedagógica, e Rose
Pugliesi, pedagoga, desenvolveram uma série
de ações, que leva os alunos a refletirem
sobre as conseqüências do problema.
“Promovemos um debate em que todos
participam, desde a vítima até o autor. Quem
também assistiu a tudo passivamente é
convidado a participar”.
A partir dessa
analise, a Coordenadora explica que os
estudantes confeccionam fôlderes com
ilustrações sobre as implicações do bullying
e a possibilidade de manter um ambiente de
convívio sadio. “Cada um faz o seu, segundo
a sua perspectiva. O resultado é
maravilhoso”.
Outra atividade
que merece destaque é a mesa redonda que a
Escola promoverá com um artista da novela
“Malhação”, exibida pela rede Globo. “Na
ocasião, o ator falará sobre como sofreu e
superou o bullying. Seu nome ainda está sob
sigilo”.
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Dra Olga Inês Tessari
Autora do livro "Dirija a
sua vida sem medo"
Escritora - Palestrante - Pesquisadora –
Supervisora – Consultora
Psicóloga
e Psicoterapeuta desde 1984
(CRP06/19571) atuando nas áreas de ansiedade,
auto-estima, medos, timidez, pânico, stress,
depressão, orientação de pais, problemas
específicos da criança, do adolescente, da
mulher, do homem, da terceira idade, do casal e
da família, mediadora de conflitos dos problemas
e dificuldades nos relacionamentos em geral (do
casal, de pais com filhos, entre amigos,
parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc.),
trabalha também em equipe multidisciplinar com
os distúrbios da alimentação (compulsão,
obesidade, anorexia, bulimia).
Atendimento e aconselhamento de adolescentes,
adultos, pais, casais, grupos e famílias.
Desenvolve e ministra palestras, cursos,
palestras e projetos específicos para empresas e
grupos em geral.
Consultora em temas de Psicologia para a mídia
em geral
Visite o site:
www.ajudaemocional.com
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