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Geração Hi-Tech
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Entrevista com
Dra Olga Inês Tessari
*o texto está registrado de acordo com a Lei
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Trabalho de Alunos da UNESP – Especial
Crianças do Século XXI -
2010
* Veja indicação de leitura de outros textos
no final da página *
Todos os dias a internet surge com
novidades que fascinam públicos de todas as
idades. As mais recentes são as redes
sociais, como Orkut, Facebook e Twitter.
Mesmo não sendo destinadas às crianças, elas
aderem às inovações. É o caso de Lucas
Domingues, 12 anos, que fica cerca de 4
horas por dia em sites de relacionamento.
“Tanto faz conversar pessoalmente ou
online”, opina o garoto.
Essa
relação com o mundo virtual pode comprometer
a sociabilidade das crianças. De acordo com
Sonia Maria de Souza, presidente da seção
São Paulo da Associação Brasileira de
Psicopedagogia, os pais devem “intervir nas
relações sociais virtuais assim como nas
não-virtuais”, uma é tão importante quanto a
outra e ambas carecem de atenção.
Isso
é o que o pai de Lucas tenta fazer. Edgar
Veras monitora e dá instruções ao filho.
“Tem alguns cuidados que a gente precisa
tomar porque tem muita coisa que não é para
determinada idade, e as crianças querem ir
além”, afirma.
Pena
que nem todos os pais pensam assim. Muitas
crianças ficam livres para fazer o que
querem nas horas vagas e acabam exagerando.
Vinicius Teixeira, 12 anos, passa grande
parte do tempo livre no computador e já
chegou a passar a noite em claro para ficar
na internet. “Fiquei mexendo e nem vi a
hora passar”, conta. Nesse caso, a
intervenção dos responsáveis é necessária
para que a diversão não se torne
prejudicial. “Os pais tem que saber quais
sites a criança está visitando e vigiar o
tempo de uso. Monitorar é fundamental”,
orienta Regina Gaiarsa, psiquiatra da
infância e da adolescência.
A dica serve para os pais de Lucas Thomaz,
12 anos, que já desobedeceu a mãe por causa
do computador. “Minha mãe mandou arrumar a
cama, daí eu saí para mexer na internet”,
conta. Isso não aconteceu porque Lucas foi
mal educado. O “deixar para depois” é comum
entre as crianças. Carla Bernardes também
passa por esse problema com o filho. “Ele é
desorganizado e esquece de estudar. Se a
professora dá lição, eu tenho que ficar
cobrando”, diz.
Se a internet é um desafio para os pais, é
também para os professores. O fácil acesso
ao conteúdo virtual modificou o
comportamento dos alunos em sala de aula.
Para Cleusa Raquel Diniz, coordenadora de
Tecnologia Educacional do Colégio Marista
Arquidiocesano, as crianças de hoje são mais
ativas e interativas. “Muitas vezes elas
checam as informações que os professores
trazem e questionam as fontes”, afirma.
Isso prova que a web pode ser utilizada a
favor do conhecimento. Basta que as crianças
saibam que nem tudo que está disponível é
confiável.
Celular
“Depois que ganhou o aparelho, ela acha que
pode me controlar. Me liga pra dizer que
estou atrasada ou demorando a chegar”. Essa
frase poderia ser dita por uma adolescente
que está cansada de ser monitorada pela mãe.
Mas acredite, não é nada disso. Quem faz a
fiscalização dos horários é a pequena
Rafaella Galhardo, que tem 4 anos. Ela não
sabe ler, mas aprendeu a ligar para a mãe
porque decorou a posição dos números. Érika
Pedros, mãe da menina, acredita que o
telefone móvel não tem tanta utilidade para
a filha. “É mais um mimo mesmo”, diz.
Na opinião de Regina Gaiarsa, psiquiatra da
infância e da adolescência, o celular é
desnecessário para as crianças pequenas.
“Uma criança de 3 ou 4 anos dificilmente vai
a uma festa de aniversário sozinha. Sempre
tem pessoas tomando conta dela”, afirma.
O
caso de Rafaella não é um fato isolado. Ela
é o retrato da geração que nasceu em plena
revolução tecnológica. Os carrinhos e as
bonecas não atraem tanto quanto os
eletrônicos. “O celular é usado como
brinquedo e isso não pode ser permitido
pelos responsáveis”, afirma Regina, que
frequentemente vê crianças brincando com o
aparelho dos pais na sala de espera do
consultório e até mesmo durante as consultas
médicas.
É
por esse motivo que Irani Goulart, mãe de
Vinicius Silva, está relutante em dar um
telefone móvel para o filho. “Ele quer mais
para brincar com os joguinhos, é muito
pequeno ainda, quem sabe daqui uns dois ou
três anos”, diz.
Talvez
daqui a algum tempo o celular seja mais útil
para Vinicius e não sirva somente como
entretenimento. Muitas vezes, a vontade das
crianças é passageira e só ocorre como uma
curiosidade pelo novo. Foi o que aconteceu
com Mateus Henrique, que apesar de ter 10
anos já passou pela fase de euforia por
causa do aparelho. “Quando eu ganhei era
muito importante, mas agora desprezei”,
afirma com um tom de convicção.
Videogame
Atari, Nintendo, Playstation, Wii e X-Box. A
evolução dos videogames trouxe junto de si
algumas dúvidas que permeiam entre pais e
profissionais da medicina. Afinal, os jogos
são benéficos ou prejudiciais às crianças?
Um
estudo realizado pela União Europeia e
divulgado em fevereiro de 2009 aponta que o
videogame faz bem aos pequenos. O brinquedo
ajuda a desenvolver a criatividade e a
reflexão estratégica, dentre outras
habilidades. Não é à toa que alguns médicos
usam determinados jogos para aperfeiçoar
aptidões como coordenação motora e agilidade
nas respostas, o que serve como treino para
procedimentos mais minuciosos.
A
notícia é boa para Julio César de Souza, 9
anos, que apesar de não gostar de internet,
diz “amar” videogame. Ele não é o único.
Antonio Henrique Diano, 10 anos, também
adora o brinquedo. “Eu fico mais ou menos o
dia inteiro jogando”, diz com uma risadinha
no canto da boca. O pai, Geraldo Diano, se
preocupa com o filho. “Eu acho que tem jogos
que não passam coisas positivas”, comenta.
O
fato é que muitos games incentivam e premiam
os jogadores por suas atitudes violentas.
Outros ainda incitam o preconceito. Mas o
relatório da UE alega que não existe uma
ligação direta entre os jogos e o
comportamento agressivo. Para Olga
Tessari, psicóloga, se a criança se
torna agressiva é porque ultrapassa os
limites dela. “A criança que não pratica
atividade física tende a ficar mais tensa, o
que a torna agressiva e o nível de sua
agressividade também está relacionado ao seu
ambiente, não aos jogos”, explica.
Esse não é o caso de Pedro Lago, 9 anos, que
apesar de gostar de videogame, não deixa de
empinar pipa e jogar bola na rua. “O Pedro
tem uma coisa que muitas crianças não têm,
que é gostar de brincar e não só ficar
ligado em tecnologia”, diz Adriana Santos,
mãe do garoto.
O exemplo serve para Paulo Henrique da
Silva, 10 anos, que fica enrolando no
videogame quando a mãe chama para fazer
outras coisas. Nesse caso, os responsáveis
não devem simplesmente proibir a
brincadeira. De acordo com Francisco
Assumpção Junior, psiquiatra infantil, os
pais devem educar os filhos, o que pressupõe
limitar, ensinar, prover e permitir. Para
ele, “a criança precisa ter acesso ao mundo
e não se limitar a uma atividade específica
e única”.
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Dra Olga Inês Tessari
Autora dos livros:
"Dirija sua vida sem medo" e
"Amor X Dor"
- Escritora -
Pesquisadora - Palestrante -
Supervisora - Mediadora de
Conflitos -
-
Desenvolve e ministra cursos,
palestras, workshops: projetos
específicos para empresas e
grupos -
-
Consultora Comportamental em
temas da Psicologia para a mídia
em geral -
- Especialização em Psicologia
das Emergências e Desastres -
-
Professional & Life Coach
-
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Psicóloga
e Psicoterapeuta desde
1984 (CRP06/19571), atua
nas áreas de ansiedade,
autoestima, medos,
timidez, pânico,
estresse, depressão,
insegurança; orientação
de pais; problemas
específicos da criança,
do adolescente, da
mulher, do homem, da
terceira idade, do casal
e da família; situações
de emergências e
desastres. Mediadora
de conflitos dos
problemas e dificuldades
nos relacionamentos em
geral (do casal, dos
pais com os filhos,
entre amigos, parentes,
vizinhos, colegas de
trabalho, etc), sempre
buscando a qualidade de
vida das pessoas.
Trabalha também com
equipe multidisciplinar
com os distúrbios da
alimentação (obesidade,
compulsão, bulimia,
anorexia). Atendimento e
aconselhamento de
adolescentes, adultos,
pais, casais, grupos e
famílias inteiras em seu
consultório, on line ou
em domicílio. |
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o site:
www.ajudaemocional.com
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