• 29 jan 17

Mulher e Perfeição

Querer fazer tudo perfeito eleva a ansiedade e gera muitas frustrações para a mulher!

Por: Olga Tessari
  • Mulher e perfeição

    Mulher e perfeição é uma dupla impossível de existir!

    Perfeição existe?

    A mulher não precisa ser perfeita em tudo!

     

    Palavra de uma Especialista

     

    Entrevista com © Dra Olga Tessari

     

    A psicóloga Olga Inês Tessari adverte que a mulher precisa aprender a lidar com a questão de que não é perfeita.

    “Não dá para ser a excelente dona de casa, mãe e profissional ao mesmo tempo. É claro que você quer sempre fazer o melhor, mas é impossível”, disse Olga Tessari.

    “Até aquelas mulheres que decidem ser apenas donas de casa, percebem que não atingem o seu objetivo final que é, por exemplo, deixar a casa impecavelmente limpa ou arrumada. Quem consegue isso?”, conclui Olga Tessari,

     

    2 tipos de mães

    A psicóloga comenta que costuma receber em seu consultório “os dois tipos de mães”:

    “Existem aquelas que resolveram ser 100% mães; aí, quando os filhos crescem e vão cuidar da sua própria vida, acabam entrando em depressão porque não sabem mais o que fazer. Por outro lado, tem aquelas que trabalham fora e sentem a culpa de não estarem sendo boas mães”, explica.

    A psicóloga garante que que é possível conciliar a vida profissional com a familiar: “A mulher precisa aprender a reservar um tempo diário para os filhos, o importante não é quanto tempo ela fica ao lado deles, mas sim a qualidade deste tempo.

    Às vezes, tem muita mãe de período integral que dá menos atenção ao filho do que aquelas que trabalham fora, pois, cada vez que um filho a chama, ela responde: agora não dá, estou lavando louça, estou fritando bolinhos, etc.”. “Nem que seja meia hora por dia, o importante é seu filho perceber que naquele período você dará atenção somente a ele”.

    Na atual realidade econômica do país, a Dra Olga lembra que muitas mulheres estão sendo obrigadas a trabalhar por necessidade, para ajudar o marido no orçamento familiar. “Por isso, ela precisa aprender a delegar funções, como ter uma faxineira, por exemplo…mas não adianta ficar se lamentando que ela não limpa a casa como você o faria…

    Também é fundamental dividir as responsabilidades domésticas com o marido”. Outro conselho da psicóloga é que as mulheres não esqueçam de cuidar de si próprias. “Normalmente acabam colocando os filhos, o marido, a casa, o trabalho na frente, se deixam de lado e isso pode gerar depressão.

    Aprenda a dividir o seu tempo. Não existe mal nenhum se um dia, por exemplo, ao invés de preparar um jantar, optar por um prato congelado e utilizar esse período extra para ler um pouco aquele livro que você nunca consegue terminar”.

     

    Matéria publicada na Folha de Vila Prudente e no site: www.icbp.com.br por Kátia Leite em maio/2000