• 16 jan 17

Casal X Família

Nem sempre, todos os familiares aceitam bem o seu parceiro(a): o que fazer?

Por: Olga Tessari
  • Casal X família!

     

    Casal X Família: quando a família não aprova o casal

    Entrevista com Dra Olga Tessari

     

    Existem maneiras de conquistar a sogra que rejeita você ou fazer seus pais gostarem dele!

    Não tem jeito: por mais que tentemos evitar, tanto nossa família quanto a de nosso parceiro acaba interferindo de alguma forma no relacionamento. Não raro, elas praticamente adotam – para o bem ou para o mal – o escolhido de cada um.

    Tanta proximidade, no entanto, pode prejudicar o dia-a-dia do casal. “Além de acharem que sabem o que é melhor para nós, os pais frequentemente subestimam a capacidade dos filhos de escolherem a pessoa certa, esquecendo que nem sempre a decisão deles condiz com a nossa”, explica a psicóloga Olga Inês Tessari, de São Paulo.

    A melhor maneira de lidar com uma sogra ou cunhada venenosa é ter paciência e não se deixar influenciar por comentários maldosos e injustos. Pense: “Por que essa pessoa está me dizendo isso?”.

    Peça ajuda ao parceiro: “Ele facilitará a compreensão dos motivos do desgosto da família e intermediará a comunicação”.

     

    Ações eficazes 

    Normalmente, boas doses de conversa e o tempo ajudam a amenizar qualquer tensão entre pares e parentes. Mas alguns cuidados devem ser tomados:

    • Não exponha seu relacionamento gratuitamente, contando a todos o que acontece entre vocês dois. Isso abre espaço para as pessoas opinarem e julgarem atitudes que importam somente ao casal.

    • Não corte relações com sua família. Base de um indivíduo, ela fará falta no seu dia-a-dia, e isso afetará o relacionamento do mesmo jeito.

    • Não pense que deve favores à sua família por tudo o que já fez por você. O papel dela é aconselhar e prevenir, sim, mas também permitir que cada um faça suas próprias escolhas, dando o espaço necessário para o indivíduo viver as possíveis consequências.

    • Respeite a opinião de seus parentes. Quando muitas pessoas dizem a mesma coisa, pare e reflita sobre ela.

    • Exponha a seu companheiro suas angústias, mas tente não acusar a família dele. Seja sincera… porém, política.

     

    Ciúme 

    Além das expectativas que dificilmente são cumpridas, os clãs podem criar resistência aos parceiros e parceiras por puro ciúme. Nesse caso, avalie o quanto da rotina familiar foi afetada, já que ciúme é reflexo da impressão de ter sido trocada e não ser mais tão importante. Vale a pena abdicar de algum tempo a dois para cada um ficar com seus respectivos parentes.

     

    A sogra 

    “Desde o começo do namoro minha mãe implica com a Cláudia*. Chegou até a dizer que ela era louca porque tomava antidepressivos. Com o tempo – e muita conversa – consegui mostrar que ela não era a pessoa horrível que minha mãe descrevia. Estamos juntos há dois anos e hoje sei que o ocorrido acabou fortalecendo nosso relacionamento. Meu conselho para quem está nessa situação é dialogar sempre e ter muita paciência. Para as namoradas, sugiro que nunca digam ‘ou eu ou ela’ e desistam de tentar agradar a sogra. Com o tempo, ela se acostuma!” Ricardo*, 21 anos

     

    A cunhada 

    “Quando comecei a namorar o irmão de uma amiga, achei que ela aprovaria o relacionamento. Mas quando descobriu, passou a falar mal de mim para todos os conhecidos. Até os pais dele o incentivaram a terminar o namoro. Ela dizia que tinha perdido o irmão para mim e que eu planejei conquistá-lo. Cheguei no meu limite e acabei tudo. Quando voltamos, ele finalmente me assumiu para a família, impondo sua escolha. Minha dica para as namoradas que passam por isso é refletir se o cara vale mesmo a pena. Depois, exigir que ele segure a barra do namoro”. Maria Fernanda Rizzo, 22 anos

     

    Os pais 

    “Minha família jamais aprovou meu namorado, principalmente por ele ser mulato e ter menor poder aquisitivo do que nós. Bastava ele ligar para começar uma briga. Um dia, meus pais me obrigaram a escolher e eu optei por ele, cortando laços com minha família. Só que não aguentei a situação por muito tempo e terminamos um namoro de um ano e meio. Ainda tentamos continuar escondidos, porém, sofríamos muito. Hoje, minha família me trata normalmente, mas se ele telefona tem briga. Ainda gostamos um do outro, entretanto, não podemos ficar juntos”. Daiana*, 19 anos