• 04 fev 17

Fim da relação

Como superar o fim de um relacionamento? Como acabar com a dor de amor?

Por: Olga Tessari
  • Fim da relação?

     

    Quando a relação chega ao fim, tenha calma.  Um pé na bunda não é tudo isso

    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

     

    Se o namoro chegou ao fim, não há razão para o desespero.

    Tudo bem ficar chateado, mas só por um tempo, afinal, a vida continua. Confira as dicas que a LOVE ROCK traz para sair da fossa.

     

    Sem crises

    Segundo a psicóloga Olga Tessari, nessa fase é normal sofrer, mas não precisa ficar se martirizando com sentimento de culpa. “Ficar se perguntando: ‘Onde foi que eu errei? O que eu poderia ter feito ou deixado de fazer para que a relação continuasse?’ é errado porque nada do que se faça ou se deixe de fazer vai manter a pessoa ao seu lado se ela não quiser”, explica.

    Não vale a pena também se achar o coitadinho da história. “Se a relação continuasse, seria sofrimento na certa! E sabe por que? Porque insistiria em permanecer com alguém que não via em você o par ideal para ele (o que não significa que você seja uma pessoa ‘errada’)”, avalia Olga Tessari. Em outras palavras, é comum, descobrir que o príncipe, no final, não passava de um sapo.

    Também não adianta querer tentar ser aquilo que não é. Para um relacionamento dar certo, as pessoas devem se aceitar como são. “Se a outra pessoa não aceitou você do seu jeitinho, o melhor mesmo é ela ir embora e deixá-lo livre para encontrar alguém que lhe queira exatamente como é!”, diz a psicóloga.

    Mas, se foi você quem terminou, nada de culpa. Quando a relação não está legal, é melhor terminar do que continuar apenas por pena do outro.

     

    Como superar?

    Depois de chorar as pitangas, o segundo passo é dar a volta por cima.

    O ideal é arranjar o que fazer para esquecer o problema. “Na medida em que se ocupa, se envolve com as atividades, o tempo passa e, aos poucos, a sua dor diminui e você nem percebe”, aconselha Olga. Então, aproveite a solteirice para passear, fazer novos amigos ou aprender um idioma. Só não vale ficar em casa, porque a fila tem que andar.

    Se precisar extravasar sua raiva, faça com elegância, sem barracos, por favor. Na internet é possível encontrar sites onde você pode ficar à vontade para detonar seu ex.

    Ah, e nada de recaídas. Ficar insistindo pra voltar também é a maior furada. E não vale entrar em outro relacionamento apenas por vingança ou pra tentar fazer ciúme. A psicóloga recomenda primeiro colocar um ponto final na deprê, antes de partir para outra: “É um engano pensar que um novo amor cura o amor antigo”.

    Agora também á a hora de fazer um balanço do que passou. Nem tudo são más lembranças. Tente ver o lado positivo da situação. Afinal, como dizem por aí, “até um pé na bunda te empurra para frente”.

     

    Tá difícil?

    Se depois de algum tempo você ainda não conseguiu superar o pé e passa a maior parte do tempo se lamentando, isolado dos amigos e seu desempenho na escola não é mais o mesmo, talvez seja a hora de procurar um psicólogo. Ele, com certeza, ajudará você a compreender que dor de amor também passa.

     

    Matéria publicada na Revista Love Rock N° 10 – 2008 por Aline Leão