• 04 fev 17

Paixão em família

Quem é que nunca soube de um caso de paixão entre primos ou outros membros da família?

Por: Olga Tessari
  • Paixão em família

    Paixão em família  é uma paixão proibida?

    Quem é que nunca soube de um caso de paixão entre primos?

     

    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

    Paixão em família – pode não ter acontecido com você, mas é comum entre adolescentes que estão descobrindo o amor, especialmente aqueles mais tímidos. “Normalmente, as primeiras pessoas por quem esse adolescente se apaixona estão próximas a ele. Por ser da família, o relacionamento entre as duas partes é antigo e ele se sente mais à vontade”, afirma a psicóloga Olga Inês Tessari.

    Por outro lado, pode ser apenas um encantamento pela própria idade. Na adolescência, existe a descoberta do sexo oposto e essa “falsa paixão”, decorrente da inexperiência, se abaterá mais facilmente sobre as pessoas próximas. No entanto, se acontece na fase adulta, é porque existe reciprocidade e muita afinidade entre o casal. Os dois lados se conhecem bem, já tiveram outras experiências e esse sentimento deve ser levado a sério.

     

    Lutando contra preconceitos

    Quando duas pessoas da mesma família estão nessa condição, a aceitação dos parentes torna-se uma barreira para elas ficarem juntas. “As pessoas sabem que um casamento entre primos tem grande possibilidade de resultar em filhos com problemas genéticos, físicos ou mentais”, lembra Olga. Por conta disso, existe um código social que proíbe este tipo de namoro.

    Além disso, pesa também o lado religioso: o incesto é punido veementemente pelas religiões cristãs. Quando pais, irmãos, tios e avós ficam sabendo, começam a se portar de forma negativa, até mesmo fazendo chantagens para que o casal desista de ficar junto.

    Hoje em dia, esse tipo de relacionamento não costuma ser comum, uma vez que a pressão da família para que ele não aconteça é sempre muito grande. “Um exemplo: ‘estou apaixonada, gostaria de casar com meu primo e desisto porque todo mundo me trata mal, o que me faz perder o convívio familiar’. Essa pessoa prefere abdicar da paixão a ir contra toda a família”, explica a psicóloga Olga Tessari.  “A regra que se convencionou é a de que familiares não se relacionam entre si, são todos assexuados”, complementa.

    No entanto, uma vez que você se veja apaixonada, procure seus pais ou algum parente mais esclarecido para agir como mediador dos conflitos e dar conselhos de como você deve reagir para a família aceitar mais facilmente.

    Fonte: Olga Inês Tessari é psicóloga e psicoterapeuta formada pela Universidade de São Paulo. Fez especialização em psicoterapia breve na Unimarco e em psicofarmacologia na Escola Paulista de Medicina. É autora do livro “Dirija a sua vida sem medo”, já na segunda edição, e está prestes a lançar, até o fim de 2009, outro sobre problemas de relacionamentos. Site: www.olgatessari.com  CRP: SP/19571-6.

     

    Matéria publicada no site Íris on line em setembro/2008