• 04 fev 17

Sentir ciúme é bom?

Ciúme só é bom quando não atrapalha o relacionamento. Cuidado na dose!

Por: Olga Tessari
  • Sentir ciúme é bom

    Sentir ciúme é bom enquanto não atrapalha o relacionamento

     

    Tenha cuidado na dose do seu ciúme: sentir ciúme é bom? 

    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

    Ciúme, de vez em quando, não faz mal a ninguém.

    Pelo menos é esse o pensamento de grande parte das pessoas que vêem esse sentimento como a demonstração de amor ao outro. Porém, ele costuma atrapalhar na medida em que a relação amorosa sofre constantes entraves e brigas, por causa desse ciúme que se transforma em algo ruim.

    A psicóloga Olga Tessari considera o ciúme como um “termômetro que mede o interesse de uma pessoa”. Mas ela alerta que isso não representa que quanto maior for o ciúme, maior será o interesse. Na verdade, menos normal são a relação e o sentimento de amor para a outra pessoa.

    “Todas as pessoas ciumentas têm um forte sentimento de posse em relação ao outro, a ponto de considerá-lo como alguém que lhes pertence, como se ele fosse um objeto seu. É claro que, quando se chega a este ponto, o relacionamento entra em crise justamente porque ninguém quer se sentir um objeto de ninguém, um bibelô, alguém pronto a satisfazer os desejos da outra pessoa e que deve estar sempre à disposição dela. Além do mais, qual é a pessoa que se sente bem sendo vigiada o tempo todo”, indaga a psicóloga.

    Ela afirma que o ciúme tem uma característica possessiva, até por conta da educação que tivemos. Isso faz com que queiramos que a pessoa volte sua atenção completamente para nós. “Todas as pessoas ciumentas têm um forte sentimento de posse em relação ao outro, a ponto de considerá-lo como alguém que lhes pertence, como se ele fosse um objeto seu. Então, quanto mais ciumenta for a pessoa, mais possessiva ela se torna a ponto de querer ter o domínio total de todos os passos de seu parceiro”, atesta.

    Segundo a psicóloga, o ciúme pode ter duas causas: externa e interna. Na primeira, é quando o parceiro dá algum motivo que provoque certa insegurança, caso, por exemplo, de uma traição anterior. Na segunda, é quando a própria pessoa é insegura consigo mesma e possui motivos de sua outra vivência para se sentir assim.

    Para controlar esse ciúme, que põe em risco todos os relacionamentos futuros, a melhor forma é um tratamento psicológico, que faça com que ela aprenda “a ter confiança e segurança em si mesma, aprendendo a lidar de forma positiva com sua ansiedade, insegurança e ciúmes, porque o ciúme pode acabar com um relacionamento”, recomenda Olga Tessari.

     

    Matéria publicada no site Comunicação Católica por Rodrigo Herrero em 11/06/2008