• 24 jan 17

Ser mulher é uma arte!

A mulher atual exerce muitos papéis, mas não pode esquecer o seu principal papel ...

Por: Olga Tessari
  • Ser mulher é uma arte!

     
    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

     

    Versatilidade!

    Essa é a qualidade que resume a condição atual da vida feminina. Tem que ser mãe, esposa, filha, profissional, mas sem esquecer de um detalhe: ser mulher acima de tudo.

    Segundo o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 169.799.170 habitantes, a população feminina já alcançou o patamar de 86.223.155 mulheres. Não foi a toa que, nas últimas eleições municipais, o voto da mulher foi o mais disputado entre os candidatos.

    “Ser mulher na atualidade é ser mais ativa, participativa, interativa, com maior poder de ação, maior integração em qualquer área, seja pessoal, profissional ou educacional”, relata a aeroviária Maria Inês Silva de Moura, 50.

    As condições de independência adquiridas vão além da Revolução Feminista de 1969, quando várias protestantes queimaram peças íntimas em praça pública. A atual conjuntura econômica empurra a mulher a auxiliar nas questões financeiras da família, tornando-se, muitas vezes, a chefe de casa, como aponta o IBGE, no qual 24,9% delas conduzem a economia domiciliar.

    Contudo, mulher à frente da economia não significa maiores salários. Apesar da maior participação e grau de escolaridade em relação os homens, de acordo com o IBGE a defasagem salarial entre os sexos é de 43%.

    Apesar da ruptura de valores entre as duas últimas gerações, quando ser mulher significava apenas cuidar da família e dos afazeres domésticos, segundo a psicóloga Olga Tessari, a mulher ainda alimenta uma postura servil em suas relações. “É uma mulher que quer ser super tudo. super-mãe, super-esposa, super-profissional, mas se esquece dela própria”, afirma.

    Essa posição de doação incondicional pode encontrar as razões no útero, ou seja, na condição maternal. O problema é quando a entrega em excessiva cobrança resulta num processo de baixa autoestima, gerando até doenças como depressão, obesidade e problemas cardíacos. “Mulheres, reservem um tempo para vocês mesmas. Façam atividades prazerosas, não importando com o que os outros possam pensar. É uma forma de dizer ‘eu me amo'”, recomenda Tessari.

     

    Matéria publicada no site do Padre Marcelo por Markione Santana em 2002