• 23 jan 17

Traição pode ser uma fuga

A traição é o que mais fere o orgulho e os sentimentos do ser humano.

Por: Olga Tessari
  • Traição pode ser uma fuga

     

    Traição pode ser uma fuga

    Entrevista com © Dra Olga Tessari

     

    A traição fere o orgulho e o sentimento

    A traição é uma das coisas que mais ferem o orgulho e os sentimentos do ser humano, revelando uma fragilidade das pessoas as ações de seus parceiros e amigos.

    A traição pode desmoronar famílias, acabar com amizades, resultar em brigas e até mortes, como nos casos dos crimes passionais, quando a pessoa que matou recorre para o motivo amoroso para ter praticado tal ato.

     

    Formas de traição

    A traição pode decorrer de várias formas. A autônoma Daiane Coelho, 23, relata sua experiência, que não teve a ver com uma traição direta de seu namorado com outra pessoa.

    “Ele era ladrão de carros e nunca me contou, nem deixou ninguém, nem da família, perceber isso. Ele vivia estranho comigo até que um dia eu consegui tirar dele o motivo de sua distância e ele me confessou dos roubos e que era assim que mantinha seu alto nível de vida”, conta Daiane.

    Ela afirma que o relacionamento nunca foi tranquilo, tendo obstáculos e discussões constantes, por causa do comportamento estranho do ex-namorado.

    “Ele sempre foi esquisito comigo, vivia afastado, até dos amigos. Às vezes aparecia todo contente e em outras horas perturbado”, diz ela que resolveu terminar o namoro após descobrir a causa do comportamento do então namorado.

     

    Traição clássica

    A traição clássica é aquela em que o homem ou a mulher praticam o adultério. De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta Olga Tessari em seu site, um dos motivos está na pessoa trair por buscar algo que sua companhia não oferece. “A ideia de posse existe em quase todas as relações estáveis e as cobranças de fidelidade são normais e aceitas pela sociedade”, diz a psicóloga.

    Uma das hipóteses para a traição pode estar na falta de diálogo entre os pares, para resolver os problemas que podem dificultar a relação e aproximar o contato que, pelo tempo, pode distanciá-los.

    “Essa comunicação é transferida para outra pessoa. Opta-se, neste caso, por uma saída aparentemente mais fácil. É excluída a possibilidade de aceitar o outro como ele é. Ao invés de tentar crescer com seu parceiro, algumas pessoas passam a acreditar que só terão alegrias, emoções e crescimento fora do casamento”, declara a psicóloga.

    O padre Marcelo Rossi disse no programa Momento de Fé da última segunda-feira, que as pessoas que já foram traídas, enganadas, trapaceadas, precisam perdoar seus algozes, pois “nós somos cristãos e fomos chamados para abençoar e não para maldizer”.

     

    Matéria publicada no site do Padre Marcelo por Rodrigo Herrero em julho/2005