Importância da amizade

Importância da amizade

Importância da amizade

A Amizade é importante para as pessoas

Entrevista com Dra Olga Tessari

*as respostas de Olga Tessari estão registradas de acordo com a Lei dos Direitos Autorais

Troca proporcionada pela amizade leva ao crescimento pessoal, diz psicóloga

A amizade é muito importante para o ser humano, um ser que não consegue viver solitário e que necessita de outras pessoas para se relacionar, se alegrar, chorar, se divertir, conversar, enfim, viver.

E como hoje é o dia do amigo, nada melhor do que falar do valor da amizade. Para isso, o Site do Padre Marcelo Rossi entrevistou por e-mail a psicóloga e psicoterapeuta Olga Tessari. Confira o bate papo na íntegra.

A importância da amizade

Site Padre Marcelo Rossi – Qual a importância da amizade para o ser humano?
Olga Tessari –
O ser humano é um ser social, precisa do contato com outras pessoas, compartilhar, trocar ou dividir seus sentimentos, aspirações e desejos. Uma pessoa privada deste contato torna-se depressiva, apática e não evolui como ser humano.

A troca proporcionada pela amizade leva ao crescimento pessoal a partir das visões diferentes do mundo, do questionamento dos diversos valores, conceitos e preconceitos. O respeito e o diálogo que uma boa amizade propicia é fundamental para que o ser humano se sinta acolhido, amado, compreendido.

É sempre bom ter um ombro amigo para chorar as mágoas, para compartilhar alegrias, para conhecer e aprender novas maneiras de ver e de conviver no mundo, para debater ideias, para ouvir conselhos diante de problemas difíceis de serem resolvidos.

É por tudo que se destaca a importância da amizade na vida de qualquer ser humano!

Site Pe. Marcelo – A amizade pode se aproximar do status de família na realidade, como muitos consideram ao chamar a outra pessoa de “irmão” ou “irmã”?
Olga Tessari –
Muitas vezes, o relacionamento entre amigos é muito mais profundo e verdadeiro do que entre irmãos de sangue. É comum haver famílias onde o diálogo e o respeito à individualidade praticamente não existe, o que leva os filhos a se comportarem da mesma forma dentro da família.

Quando eles encontram pessoas fora de casa que se relacionam de forma diferente, que as compreendem, que as respeitam e que as aceitam como são, que as ouvem e que as admiram, elas passam a adotá-las como se fizessem parte da família, a família ideal que elas gostariam de ter.

Site Pe. Marcelo – Nesse mundo individualista de hoje, é difícil cultivar uma amizade, ainda mais aquelas de infância, de longos anos?
Olga Tessari –
Para poder manter uma amizade pela vida afora, é preciso manter interesses comuns ao longo do tempo. Amigos de escola na infância, por exemplo, compartilham interesses comuns, divertem-se com as mesmas coisas.

Mas, na medida em que se tornam adultos, alguns seguem os mesmos caminhos, outros seguem por caminhos diferentes e outros ainda por caminhos paralelos que jamais se cruzarão.

Se os interesses, os valores, os conceitos e preconceitos mudam, as amizades deixam de ter sentido porque, o que as gera e as mantém são os interesses em comum.

Há pessoas que se deixam levar pelo status que adquirem, mantendo como amigos apenas aqueles que tem um poder aquisitivo ou um status similar a elas, deixando de lado aqueles amigos de infância que não atingiram o mesmo status.

Por outro lado, há pessoas que mantém os mesmos valores e visão de mundo pela vida afora e são elas as que mais mantém amigos ao longo da vida, desde que estes amigos também tenham se mantido os mesmos.

Mas, mesmo que os valores e interesses mudem ao longo do tempo, ainda é possível manter a amizade, desde que haja um contato constante e respeito mútuo diante das diferenças. Aliás, é o contato frequente que alimenta e que perpetua uma amizade.

Site Pe. Marcelo – A amizade costuma sofrer transformações quando os amigos se casam, namoram, etc. O que fazer para não haver turbulência nessa relação, afinal, as mudanças fazem parte do contexto da vida.
Olga Tessari –
As mudanças fazem parte da vida, mas as pessoas nem sempre estão dispostas a mudar ou mesmo a adaptar-se às novas situações.

Quando as pessoas namoram ou se casam, seus hábitos de vida se transformam, elas passam a frequentar outros lugares, não vão mais a barzinhos, seus assuntos passam a ser a respeito da casa, dos filhos, das contas, enfim, é uma vida nova, um universo totalmente à parte do universo dos solteiros, uma mudança um tanto radical: os amigos solteiros e desimpedidos sentem-se à parte deste mundo, até porque o desconhecem.

É muito comum amigos solteiros iniciarem um namoro ou saírem em busca desesperada de alguém para se casarem somente para manter a amizade com os amigos comprometidos (vale dizer que esta forma de casamento está fadada ao fracasso).

É importante frisar que, embora a maior parte dos amigos antigos se afaste quando um amigo se torna comprometido, algumas amizades com solteiros se mantém.

Mas é preciso fazer uma diferenciação entre os sexos para entender melhor o que acontece: as mulheres, em geral, quando namoram ou se casam, tem por hábito afastarem-se do convívio dos amigos para dedicarem-se apenas ao namoro ou casamento, o que eu considero um erro até porque o parceiro não substitui os amigos.

No caso do homem, ele costuma preservar os amigos, pois sempre acaba dando um jeitinho de encontrá-los, seja jogando bola com eles, seja no encontro no bar depois do trabalho para tomar uma cerveja. E se o que mantém a amizade é o contato frequente, certamente as mulheres perdem muito mais amigos do que os homens.

Site Pe. Marcelo – Há limite para a amizade não interferir na vida da pessoa?
Olga Tessari –
Uma amizade somente se mantém se houver o respeito mútuo à individualidade e à privacidade do outro. Saber falar, mas também saber ouvir são fatores fundamentais na preservação de uma amizade, assim como a aceitação do outro como ele é. E, se há respeito mútuo, certamente há limites.

O amigo pode até emitir sua opinião e suas ideias a respeito de alguma atitude do outro com a qual não concorda, mas vai aceitar que o outro aja da forma que lhe convier.

Quando existe interferência na vida da pessoa, existem duas possibilidades: ou é um “amigo da onça”, um falso amigo que apenas mantém a amizade por interesses próprios relacionados à exploração do outro e não o de convivência pura e simplesmente, ou a pessoa não sabe se colocar, é insegura e aceita tudo do outro exatamente por causa de sua insegurança em não querer magoar ou pelo medo de perder o amigo.

Site Pe. Marcelo – O relacionamento de amigos pode não ser benéfico, em alguma situação?
Olga Tessari –
Há uma infinidade de poemas e textos discorrendo acerca da amizade, todos eles dizem que o verdadeiro amigo quer o bem do outro e vice-versa, o que é uma grande verdade.

Quando um amigo verdadeiro tenta, de alguma maneira, interferir na vida do outro, certamente ele está querendo ajudar, sua intenção é positiva, afinal ele pensa: “se eu agi desta forma e foi bom para mim, para o meu amigo querido certamente será bom também”.

Mas nem sempre o que é bom para um é bom para o outro, portanto, cabe ao outro ouvir, esclarecer que agradece a intenção do amigo, mas impor o limite. O amigo certamente vai acatar e entender.

Site Pe. Marcelo – O que fazer para conseguir ou mesmo para manter uma boa amizade?
Olga Tessari –
O respeito à individualidade do outro é fundamental! Ter interesses comuns, saber dialogar, saber ouvir, manter o contato frequente seja através do telefone, e-mail são os fatores fundamentais que alimentam e que mantém uma amizade pela vida afora.

Matéria publicada no Site do Padre Marcelo por Rodrigo Herrero em 20/07/2006

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Olga Tessari

Olga Tessari, Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica, em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz. Ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área. Também é escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros. Realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro, apontando caminhos para ser feliz.

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