• 22 jan 17

Sorrir melhora autoestima

Quando você sorri, colabora para que sua autoestima se eleve. Experimente!

Por: Olga Tessari
  • Sorrir melhora autoestima

     

    Sorrir melhora a autoestima

    Entrevista com © Dra Olga Tessari

     

    Sorrir é bom demais!

    “Olha o tamanho desses dentes! Que cabeça feia! Parece que você está de lado! Tá de neném, é?”.

    Essas falas extraídas da peça Donzelos Anônimos retrata, de forma cômica, a vida de quatro jovens que estão à procura de mulheres. Eles evidenciam fatores estéticos que se tornam empecilhos pra realização de conquistas. Entretanto, conseguem superar seus problemas ao fazer uma autocrítica com risos.

    Estudo publicado no Jornal British Medical de Londres, realizado pelo Centro Internacional para Saúde e Sociedade, em 2003, apontou que 1/3 da população mundial sofre de um distúrbio conhecido como baixa autoestima. Ela faz com que o indivíduo não tenha a capacidade de confiar em si próprio, apresentando, em seu estado psicológico, ansiedade, medo de correr riscos, depressão e fobias, tendo uma maior probabilidade de desencadear doenças como depressão, obesidade e ataques cardíacos.

    A Psicóloga e Psicoterapeuta, Olga Inês Tessari, aborda que esse distúrbio acontece sempre que a pessoa começa a super valorizar as outras pessoas em detrimento de si mesma, quando julga que os outros são melhores do que ela, quando ela se sente diminuída ou inferiorizada diante dos outros. “Rir de si mesmo, faz com que os indivíduos façam uma auto avaliação, impossibilitando que sofram de algum distúrbio de comportamento”, diz.

    Olga Tessari analisa que dificilmente um individuo consegue fazer uma auto analise sozinho e por isso que para muitos o acompanhamento psicológico é o mais indicado. Ela aborda que a baixa autoestima pode gerar problemas de relacionamento, de conduta, que não existe idade específica para o seu surgimento.

    Pessoas que sofrem desse distúrbio costumam ser ansiosas, tem medo de errar, preocupam-se muito com a opinião dos outros, sentem-se inferiorizadas diante de outras pessoas o que pode gerar isolamento, dificuldade nas relações profissionais, afetivas, de amizade, enfim, em todos os âmbitos da vida. A longo prazo, elas podem desenvolver síndrome do pânico e/ou depressão por causa de sua ansiedade elevada, além de ter problemas de saúde tais como hipertensão arterial, problemas cardíacos, problemas digestivos, alergias, etc.

    Na peça, os jovens mesmo apresentando dificuldades para conseguir se relacionar com mulheres, conseguem se auto valorizar, mostrando-se descontraídos e de bem com a vida, apesar deles próprios fazerem uma autocrítica muito acentuada.

    A Psicóloga Olga Tessari explica que há várias formas de se elevar a autoestima e todas elas passam por um auto conhecimento. Ela afirma que a melhor forma de se fazer isso é através do acompanhamento psicológico, para não trazer mais sofrimento e/ou problemas na vida da pessoa porque, muitas vezes, nesta busca do auto conhecimento ela pode piorar ainda mais o problema. “É preciso conhecer-se melhor e perceber os fatores que levam a pessoa a diminuir a sua valorização e aprender a elevá-la”, diz.

     

    Matéria publicada no site Jornalismo Cultural por Diana Fernandes em 25/11/2005 18:16