Sorrir melhora a autoestima 12

Sorrir melhora a autoestima

Sorrir melhora a autoestima

Estudos demonstram que sorrir melhora a autoestima

Entrevista com Olga Tessari

“Olha o tamanho desses dentes! Que cabeça feia! Parece que você está de lado! Tá de neném, é?”.

Essas falas extraídas da peça Donzelos Anônimos retrata, de forma cômica, a vida de quatro jovens que estão à procura de mulheres. Eles evidenciam fatores estéticos que se tornam empecilhos pra realização de conquistas. Entretanto, eles conseguem superar seus problemas ao fazer uma autocritica com risos. Será que sorrir melhora a autoestima?

Estudo publicado no Jornal British Medical de Londres, realizado pelo Centro Internacional para Saúde e Sociedade, em 2003, apontou que 1/3 da população mundial sofre de um distúrbio conhecido como baixa autoestima.

A baixa autoestima faz com que o indivíduo não tenha a capacidade de confiar em si próprio, apresentando, em seu estado psicológico, ansiedade, medo de correr riscos, depressão e fobias, tendo uma maior probabilidade de desencadear doenças como depressão, obesidade e ataques cardíacos, entre outros problemas emocionais e físicos.

A Psicóloga e Psicoterapeuta Olga Tessari relata que a baixa autoestima acontece sempre que a pessoa começa a super valorizar as outras pessoas em detrimento de si mesma, quando julga que os outros são melhores do que ela, quando ela se sente diminuída ou inferiorizada diante dos outros e vive em função de agradá-los, esquecendo-se de agradar si mesmas.

Sorrir melhora a autoestima

“Rir de si mesmo é um dos caminhos que revelam uma pessoa com boa autoestima, colabora para que as pessoas façam uma auto avaliação, de forma que não sofram com algum distúrbio de comportamento e sorrir melhora a autoestima, segundo pesquisas, diz Olga Tessari.

A Psicóloga analisa que dificilmente um individuo consegue fazer uma auto análise sozinho: é por isso que, para muitos, o acompanhamento psicológico é o mais indicado. Ela aborda que a baixa autoestima pode gerar problemas de relacionamento, de conduta, interferir nos estudos, no trabalho e que não existe idade específica para o seu surgimento.

“Pessoas que sofrem com a baixa autoestima costumam ser ansiosas, tem medo de errar, preocupam-se muito com a opinião dos outros, sentem-se inferiorizadas diante de outras pessoas o que pode gerar isolamento, dificuldade nas relações profissionais, afetivas, de amizade, enfim, em todos os âmbitos da vida”, disse Olga Tessari e continua:

“A longo prazo, elas podem desenvolver síndrome do pânico e/ou depressão por causa de sua ansiedade elevada, além de ter problemas de saúde tais como hipertensão arterial, problemas cardíacos, problemas digestivos, alergias, etc.”, finaliza a psicóloga.

Na peça, os jovens mesmo apresentando dificuldades para conseguirem se relacionar com mulheres, conseguem se auto valorizarem, mostrando-se descontraídos e de bem com a vida, apesar deles próprios fazerem uma autocrítica muito acentuada, .

A Psicóloga explica que há várias formas de se elevar a autoestima e todas elas passam por um auto conhecimento.

Ela afirma que a melhor forma de se fazer isso é através do acompanhamento psicológico, para não trazer mais sofrimento e/ou problemas na vida da pessoa porque, muitas vezes, nesta busca do auto conhecimento ela pode piorar ainda mais o problema porque pode rememorar situações conflituosas com as quais ela ainda não sabe lidar de forma positiva, mesmo que tenham passado anos e anos em sua vida.

“É preciso conhecer-se melhor e perceber os fatores que levam a pessoa a diminuir o valor que elas têm de si mesmas, valorizando suas conquistas, e, mais o que isso, aprender a manter sua autoestima elevada, não importa o que esteja acontecendo em sua vida. Ter uma boa autoestima é fundamental para lidar com os problemas do dia a dia e, de fato, sorrir eleva a autoestima porque colabora para que ela se mantenha sempre elevada”, diz Olga Tessari.

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Matéria publicada no site Jornalismo Cultural em 25/11/2005 por Diana Fernandes

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Olga Tessari

Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica, em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz. Ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área. Consultora em Gestão Emocional e Comportamental, também atua levando saúde emocional para as empresas. Escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros. Realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro e segue atendendo em seu consultório ou online adolescentes, adultos, pais, casais, idosos e famílias inteiras que buscam, junto com ela, caminhos para serem felizes! Saiba mais

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