Cultive sua autoestima 7

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Cultive sua autoestima

Acredite! Com isso, mais da metade dos seus problemas estarão resolvidos.

Entrevista com Olga Tessari

Cultive sua autoestima!

Cultive sua autoestima porque o grau de satisfação entre você e o mundo pode determinar seu sucesso, na vida pessoal ou profissional.

Você merece ser feliz? Por quê?

Se você tiver a resposta firme, coerente e rápida, já é um bom sinal que a sua relação com a autoestima está indo muito bem, obrigada.

Mas, antes de tudo, tenho de dizer que essa sensação intocável nada mais é do que a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si, de se sentir capaz de enfrentar os desafios da vida.

Além disso, o conceito está ligado a saber expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos. E isso inclui dizer não.

Autoestima é amor próprio

Trocando em miúdos: autoestima é ter amor-próprio.

“Quem o tem não quer fazer mal a ninguém, mas pensa em si primeiro. E fique tranquila: isso não é egoísmo. Cultive sua autoestima e você verá que muitos problemas desaparecerão”, explica a psicóloga e terapeuta familiar Olga Tessari.

A verdade é que poucos se detêm de fato sobre o que é autoestima e como elevá-la a um nível saudável e preservá-la. Dessa forma, muitos passam a vida recebendo e se contentando com bem menos do que têm direito, repetindo comportamentos negativos e mantendo relações com pessoas nocivas, sem nem sequer terem consciência disso.

E o pior: achando que a vida é assim mesmo (um sinal de atitude conformista) e que tem gente passando por coisa pior.

Mudanças

Sim, existem inúmeras pessoas passando por problemas difíceis, mas cada um que resolva a sua própria sorte. O que falta, muitas vezes, é atitude de mudança e que a pessoa cultive sua autoestima.

E isso foi fundamental no caso da publicitária e jornalista Gisela Rao, que conta em depoimento a sua experiência. Em resumo, depois de uma sequência de namorados rejeitadores, ela decidiu descobrir que ímã é esse que atrai tais tipos e concluiu que o problema era com ela e sua bendita autoestima.

Segundo os especialistas, esse sentimento de bem-querer por nós mesmos nasce na infância e está diretamente ligado à forma como fomos criados e nosso papel dentro da família.

Portanto, pense duas vezes no que vai dizer para os pequenos, porque as palavras ditas sem cuidado podem ecoar por décadas na cabeça do adulto no qual ele vai se transformar.

“Tenho pessoas de 60 anos no consultório que, quando começam a falar das críticas recebidas dos pais, choram até hoje. Em alguma parte delas ainda é aquela criança sofrendo”, explica Olga Tessari.

Segundo Olga Tessari, a questão da autoestima parece ser mais complicada para as mulheres por uma questão cultural. “Fomos feitas para servir o homem até pouco tempo atrás. Nós tínhamos que agradar primeiro o pai e depois o marido, que nos sustentavam. Disso dependia nossa sobrevivência”, lembra a psicoterapeuta. É por isso que é necessário que a mulher cultive sua autoestima! Para ela, esse é o caminho.

Conversar com psicólogo(a)

A boa notícia é que, segundo os psicólogos, todos têm o poder de reverter essa situação. No entanto, os casos mais complicados podem exigir o auxílio de um profissional, como adverte Olga Tessari.

“Nem sempre é possível que a pessoa cultive sua autoestima sozinha. Quando a autoestima se apresenta em um nível baixíssimo, a pessoa se enxerga de forma muito negativa, tem muitos medos e mágoas: ela precisará da ajuda profissional de um psicólogo para voltar ao eixo”.

Mas é preciso ter atenção redobrada e, nesse caso, diariamente, como acrescenta Margareth: “É preciso que se cultive sua autoestima da mesma forma que o amor pelos outros, lembrando que, se você não fizer isso consigo, dificilmente saberá repassar. E é preciso saber mantê-la porque não é algo estanque”.

É óbvio que não se trata de algo estável.

“Ela oscila de acordo com as situações que vivemos e o equilíbrio emocional. Uma pessoa com boa autoestima, ao sofrer perdas, pode vê-la diminuída, mas por um tempo menor porque tem uma base de amor-próprio construída. Assim, os problemas nos desestruturam por menos tempo”, comenta Rosemeire Zago.

“Trata-se do quanto eu tenho consciência do meu valor, o conceito que tenho de mim e me aceito. E isso interfere em tudo: se não gostar de mim, não conseguirei me estabelecer e me tornarei vulnerável.” Rosemeire Zago, psicóloga

Mãos à obra: cultive sua autoestima

De acordo com os especialistas, todos nós precisamos alimentar a autoestima diariamente. Seguem algumas dicas para ajudar nessa tarefa: cultive sua autoestima e você só terá a ganhar com isso!

Tarefas

Autoconhecimento
Essa talvez seja a mais importante. Comece com uma redação com o tema: Quem Sou Eu? Nela, descreva tudo para si: do que gosta, o que evita, agruras, desejos…

Qualidades
Faça uma lista das suas qualidades.

Escreva seus sentimentos
Habitue-se a escrever sobre seus sentimentos, caso não haja uma pessoa confiável com quem possa desabafar. Ou comece um diário. Este é um instrumento que auxilia muito a nos conhecer.

Anote o que você gosta e não gosta de fazer
Em uma folha de papel, enumere atividades que não gosta de fazer e tem feito. Depois, enumere as que gosta, mas não faz. Faça mais duas listas: uma com aquilo que dá prazer em fazer e tem feito e outra das coisas de que não gosta e não faz. Esse exercício, que parece simples, mas não é, serve para identificar como se sente no momento atual de sua vida.

Aprenda a dizer não
Comece com coisas simples e pequenas do dia a dia, como rejeitar um doce oferecido por alguém, quando está de dieta e normalmente você aceitaria para não ser desagradável. À medida que ouvir seu não e se ver respeitada, se sentirá mais forte.

Opinião alheia
Evite dar importância à opinião alheia.

Momentos de lazer
Insira em sua agenda, todos os dias, momentos de lazer para se descontrair ou fazer algo de que gosta muito. Pode ser o café com o amigo, a academia, uma caminhada pelo bairro, um telefonema para alguém que você ame e lhe faz bem, ou ler algumas páginas de um bom livro.

Outras orientações

Lembre-se: ter uma autoestima saudável não significa que não terá mais tristezas. Problemas fazem parte da vida, mas quem está em dia com o amor-próprio vai atrás da solução e não fica parado se lamentando.

Vale cuidar da boa aparência, fazer as unhas, compre uma roupa nova, vá ao cabeleireiro. Mas a vaidade é apenas uma parte da autoestima, que é bem mais ampla.

Comece a prestar atenção em seus sonhos: escreva-os ao acordar e veja se eles têm alguma mensagem do seu inconsciente sobre seu momento atual.

Observe a forma como se comporta e converse consigo mesma com carinho e consideração, como faria com uma amiga.

Trate-se com a delicadeza que dedica àqueles a quem ama. Vai tomar banho? Passe o sabonete no corpo de forma carinhosa. Olhe para si com gentileza, destacando o que tem de belo e admirável. Aprenda a se cuidar e a se tratar de forma amorosa.

Abrace-se quando estiver triste e se pergunte porque está se sentindo assim. Aprenda a se acolher. Todos acolhem os outros, mas geralmente não se acolhem.

Matéria publicada na Revista Uma por Cleo Francisco em 01/06/2012

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Olga Tessari

Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica, em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz. Ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área. Consultora em Gestão Emocional e Comportamental, também atua levando saúde emocional para as empresas. Escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros. Realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro e segue atendendo em seu consultório ou online adolescentes, adultos, pais, casais, idosos e famílias inteiras que buscam, junto com ela, caminhos para serem felizes! Saiba mais