Fim do relacionamento

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Fim do relacionamento

A relação acabou, é o fim do relacionamento. E agora? O que fazer?

Texto de ©Olga Tessari

É normal e natural sofrer quando um relacionamento afetivo acaba, por conta da perda de um sonho, de um futuro imaginado.

Após a perda, quem levou o fora passa por um período de luto e sofre, não só pela perda da pessoa amada, por tudo de bom que viveu com ela e também por considerar-se “culpada”, de alguma forma, pelo fim do relacionamento.

Perguntar-se: “Onde foi que eu errei? O que eu poderia ter feito ou deixado de fazer para que a relação continuasse?” só serve para piorar a situação porque nada do que se faça ou se deixe de fazer vai manter a pessoa ao seu lado se ela não quiser ficar.

Além do mais, sentir culpa não vai reverter a situação! Que culpa você tem se a pessoa que estava com você, não quer mais permanecer ao seu lado? E ficar se martirizando vai fazer com que o relacionamento seja retomado?

É o fim do relacionamento é você precisa aceitar isso!

Vitimizar-se?

Fazer-se de vítima também não resolve! Se a relação continuasse, seria sofrimento na certa. E sabe por que?

Porque não há futuro em insistir em permanecer com uma pessoa que não via em você a pessoa certa para ela (o que não significa que você seja uma pessoa “errada”). Portanto, se a outra pessoa não aceitou você do seu jeitinho, é melhor mesmo ela ir embora e deixar você livre para encontrar alguém que o aceite exatamente como você é!

Como superar o fim do relacionamento?

A melhor forma de esperar o tempo do luto passar é se ocupar!

Que tal voltar a fazer aquelas coisas que seu parceiro não gostava, um curso para aprender uma nova língua, fazer novos amigos, passeios? Se a princípio você achar que não vale a pena fazer nada disso porque estas atividades não vão diminuir a sua dor, na medida em que você se ocupa e sai da sua rotina, o tempo passa e, aos poucos, a sua dor diminui até passar!

Evite as recaídas!

Não insista para retomar a relação. Se a outra pessoa disse que acabou, aceite porque, se ela retomar a relação, será somente porque sente pena de você. E você quer mesmo que alguém permaneça ao seu lado apenas por pena de você? Acredito que não!

Vingança, provocar ciúme?

Entrar em outro relacionamento apenas por vingança, para tentar fazer ciúme ou buscar um novo amor para curar o amor antigo é um engano porque, fatalmente, haverá uma cobrança de que esta nova pessoa seja semelhante à anterior; provavelmente você irá agir com ela como se ela fosse a anterior, sem contar que você pode descarregar nela todas as suas mágoas em relação à pessoa que o deixou.

O melhor a fazer é ficar só, esperar passar o tempo do luto e, só depois de colocar um ponto final no seu sofrimento pela perda, ir atrás de um novo amor!

Atenção!

Depois de passado o período de luto, se a pessoa persistir nos comportamentos abaixo, é melhor buscar a ajuda profissional de um Psicólogo que a ajudará a compreender que dor de amor também passa!

  • Se ela passa a maior parte do seu tempo lamentando a perda, seja falando para outras pessoas sobre isso, seja ficando isolada dos amigos e da família;
  • Se ela deixa a sua vida de lado para ficar sofrendo pela perda;
  • Se o desempenho, tanto escolar, quanto social ou profissional cai muito;
  • Se o assunto, nas conversas, é falar da pessoa que perdeu e relembrar tudo o que havia de bom no relacionamento;
  • Se tudo é motivo para falar do ex.

Olga Tessari é colunista do site Cereja Fina.

Matéria publicada no site Cereja Fina em 8/10/2013

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Olga Tessari

Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica, em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz. Ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área. Consultora em Gestão Emocional e Comportamental, também atua levando saúde emocional para as empresas. Escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros. Realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro e segue atendendo em seu consultório ou online adolescentes, adultos, pais, casais, idosos e famílias inteiras que buscam, junto com ela, caminhos para serem felizes! Saiba mais