Inveja e competição feminina

Inveja e competição feminina

Inveja e competição feminina

A inveja pode se tornar um grande problema!

Entrevista com ©Dra Olga Tessari

“As mulheres se arrumam para as outras”.

Esta frase já caiu nas graças do povo, e é sempre utilizada para mostrar o quanto as mulheres competem entre si. Seja por um determinado homem ou por uma promoção no trabalho, elas estão em constante luta para ver quem mais se sobressai. Não que esta atitude não exista nos homens, claro que existe, a diferença está na maneira com que cada um lida com isto.

Inveja e competição feminina

Segundo a psicóloga e escritora Olga Tessari, as mulheres se acostumaram a lidar constantemente com a competitividade entre elas.

“Desde pequenas, as mulheres competem entre si. Seja para eleger qual delas tinha a casa mais bonita ou a letra mais bonita, por exemplo. Elas se observam e se analisam desde muito pequenas o que colabora para que haja essa competição feminina mais acirrada do que entre os homens, pois eles cresceram acostumados a serem mais unidos entre si”, diz ela.

Quando uma pessoa se sente ameaçada é natural que ela tente se destacar, seja no trabalho ou mesmo nas relações pessoais, mas é preciso cuidado. Algumas mulheres, diante da sua incapacidade de conseguirem ser melhores do que uma outra mulher em algum aspecto opta por denegrir a imagem desta pessoa, ao invés de aceitar esta condição.

“A maioria dos homens, diante de uma situação de competição dentro do trabalho, age de forma mais ética do que a mulher”, conta Olga Tessari.

Ou seja, enquanto o homem tende a admirar seus superiores e a valorizar as qualidades de seus concorrentes, a mulher, por sua vez, costuma tentar denegrir a imagem das outras mulheres que, porventura, estejam competindo com ela por uma mesma vaga, por exemplo.

A competição feminina por um parceiro também ocorre, normalmente, de maneira ainda menos ética do que a disputa de dois homens por uma mesma mulher, afirma Olga Tessari.

“Tenho muitos pacientes homens que contam histórias de mulheres que fizeram de tudo para que eles se apaixonassem e abandonassem suas namoradas para ficarem com ela e depois de um tempo, estas mesmas mulheres os descartaram, justamente porque o objetivo delas não era apenas o de conquista, mas principalmente de competir com a namorada deles e ganhar essa batalha, encarando a conquista como se fosse vencer uma guerra que, muitas vezes, elas criam internamente e exclusivamente na imaginação delas. Elas conquistam o homem e os abandonam”, diz Olga Tessari.

Em casos como estes, o objetivo da mulher não é conquistar aquele homem pelas qualidades dele, mas sim para ter o prazer de “roubá-lo” de outra mulher, como se ele fosse um troféu que deveria ser apenas dela.

Mas não adianta, apesar da inveja não ser o melhor dos sentimentos, é inevitável, uma vez ou outra, se pegar cobiçando a vaga de uma, o namorado da outra e por aí vai.

Sinal de alerta!

O sinal de alerta deve acender quando essa inveja passageira se transforma em uma obsessão. “A inveja se torna perigosa quando a pessoa passa a dedicar todo o seu tempo e energia para tentar prejudicar a outra”, explica Olga Tessari.

Por isso, fique de olho nas pessoas a sua volta e preste muita atenção caso seu dia-a-dia no trabalho comece a sofrer influências negativas.

 “Pessoas invejosas tem o costume de sempre querer dar a última palavra, principalmente na frente do chefe”, disse Olga Tessari. Em casos extremos, algumas mulheres chegam a deletar arquivos e sumir com pastas para prejudicar a outra.

Matéria publicada no site Plástica do Sonho

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