• 10 fev 17

Mulher que trabalha demais!

O excesso de trabalho é prejudicial à saúde física e emocional da mulher.

Por: Olga Tessari
  • Mulher que trabalha demais!

     

    O excesso de trabalho é prejudicial à saúde da mulher

    Por que a mulher trabalha demais?  Por que tanto trabalho?

     

    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

    Mulher que trabalha demais – A Agência de Saúde Pública de Barcelona revelou que jornadas de trabalho extensas podem trazer sérios problemas de saúde às mulheres. Além de se dedicarem à carreira, elas também cumprem tarefas domésticas e isso faz com que se sintam pressionadas em conseguir conciliar família e trabalho.

    Entre as doenças que podem surgir, o estresse é a mais comum. O distúrbio faz com que desenvolvam, entre outras coisas, dores de cabeça, insônia, gastrite, diarreia, queda de cabelo e alterações menstruais.

    A psicóloga Olga Tessari acredita que o emocional ainda é o que fica mais abalado. “Além dos problemas físicos, a falta de tempo faz com que a mulher não tenha tempo para se cuidar e fazer as coisas que gosta. Elas acabam deixando de lado tarefas que são essenciais para ela se sentir bem, como momentos de lazer e relaxamento”, afirma a especialista.

    A empresária Anna Lienchtsky sofreu por causa do excesso de trabalho. Aos 30 anos, ela decidiu se dedicar totalmente às duas lojas que tinha acabado de abrir. “Os funcionários ainda estavam sendo contratados, então acabei assumindo funções que não eram minhas. Certa vez fiquei até as três horas da manhã em uma das lojas e ainda tive que acordar às seis no dia seguinte”, conta.

    As pessoas mais exigentes consigo mesmas estão propensas a desenvolver essas doenças. Elas têm maior dificuldade em aceitar que estão ficando doentes e não querem parar de trabalhar para se cuidar.

    A psicóloga acredita que o primeiro passo é a pessoa reconhecer que está com dificuldade e depois procurar ajuda, como terapia psicológica, exercício físico, algum hobby. Algo que goste realmente e que a motive.

    Matéria publicada no site Rudge Ramos on line por Natalia Machuca em 29/03/2008