• 05 fev 17

Conversas entre mães

É um jeito de compartilhar as experiências e evitar possíveis erros na criação dos filhos.

Por: Olga Tessari
  • Conversas entre mães

    Conversas entre mães ajudam a encontrar a melhor forma de criar seus filhos!

     

    De mãe para mãe – Não existe fórmula mágica para criar filhos!

     

    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

     

    – Bem que gostaríamos, mas mulher nenhuma nasce sabendo a fórmula milagrosa – que, por sinal, não existe – de criar os filhos com perfeição. O que elas descobrem, no difícil e prazeroso exercício da maternidade, é que precisam de muito jogo de cintura e disposição para aprender no dia-a-dia, tropeçando ali, mas acertando acolá. O lado complicado é que, nessa aventura, ela pode se sentir um tanto solitária e confusa.

    “Os pediatras dizem ´façam assim`, outras mães sugerem ´façam assado`. Já os psicólogos pedem que não sejamos castradoras ou liberais demais”, analisa Mara Pusch, psicóloga e professora da Universidade Federal de São Paulo. Diante de tanta informação, fica difícil descobrir a medida certa para cuidar dos filhos e, ao mesmo tempo, encontrar o seu próprio jeito de ser mãe.

    Uma ótima maneira para tentar sair desse labirinto é conversar – e muito! – com amigas que estejam vivenciando a mesma situação. Com elas, você pode desabafar e trocar idéias, palpites, segredinhos e soluções.

    “É um jeito de repartir a experiência e evitar possíveis erros, aprendendo com os enganos das outras”, ressalta Olga Inês Tessari, psicóloga e psicoterapeuta de São Paulo. A também psicóloga Ana Merzel Kernkraut, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, concorda: “Ter com quem compartilhar algo é sempre positivo”.

    Mas, entre um conselho e outro, você também precisa treinar o ouvido e saber avaliar até que ponto o que funciona para outra mãe também se aplica a seu caso. Na dúvida, peça socorro à sua intuição – se ela não costuma falhar, vale a pena dar um crédito a essa espécie de sexto sentido. Por fim, recomenda não se esquecer deste velho e sábio conselho: “O que serve, a gente guarda, o que não serve, a gente descarta”.

     

    Matéria publicada no site Bebê – Ed Abril por Caroline Chagas com Michele Veronese