• 04 fev 17

Irmãos sempre brigam

Toda mãe que tem mais de dois filhos sabe como é complicado ter paz em casa.

Por: Olga Tessari
  • Irmãos sempre brigam

     

     

     

     

    Irmãos sempre brigam – como evitar a guerra entre irmãos?

    Toda mãe que tem mais de dois filhos sabe como é complicado ter paz em casa, principalmente crianças com idades próximas, que não conseguem passar um dia sem brigas. Mas existe uma maneira de lidar com a situação e acabar com a máxima de que irmãos sempre brigam!

    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

     

    Todo mundo que têm dois filhos sabem como é difícil manter a paz em casa. Quando a idade é próxima, fica mais trabalhoso ainda. O mais velho tem ciúmes por que ele deixou de ser o centro das atenções e o caçula tem raiva que não pode ser tão forte e esperto quanto irmão. Afinal: irmãos sempre brigam?

    Para uma mãe fica complicado conseguir manter a ordem com dois ou mais filhos. No meio de gritaria e tapas entre as crianças, o mundo parece que vai desabar e o quarto vira um verdadeiro campo de guerra entre os dois. E por mais que você tente acabar com a briga, eles simplesmente não param.

    A empresária Luciana Maltchik têm dois filhos, um menino de quatro anos e uma menina de cinco. Como todas as crianças, os dois são como cão e gato. “Eles brigam muito, todo dia. Como a diferença de idade entre eles é pequena, e eles querem fazer as mesmas coisas e ao mesmo tempo. Quando um quer uma coisa, outro também quer. Ai vem o conflito. Sempre acontece de um dar um tapa no outro, puxar cabelo..”.

    Controlar o problema, não é fácil. Ela procura entender o lado de cada um e depois tomar uma decisão. ” Primeiro ouço os dois para saber, qual é o problema. Depois decidimos quem errou, no caso de agressão e no caso de prioridades. Se acontece um impasse, daí ajudamos um a dar prioridade ao outro e entender que a atitude dele não está certa.”

     

    Solução mais acertada

    Para lidar com a situação, a empresária encontrou uma maneira de diminuir os atritos em casa. “Faço um jogo de psicologia. Eu falo para a mais velha que ela poderia ajudar a proteger o mais novo. E isso, dá certo muitas vezes, pois ela se sente importante por ser mais “adulta” e acaba abrindo mão de bobagens de meninos de quatro anos.”, explica.

    O desespero parece grande! Mas, por mais incrível que pareça, existe uma solução para que “a bandeira branca” seja levantada na sua casa. Segundo a psicóloga e escritora Olga Tessari, os filhos procuram chamar a atenção dos pais. “É uma disputa pelo amor e o espaço na casa. Os pais sentem que amam igual cada um dos filhos, mas sempre parece que tem o protegido.”

    Pais e mães acreditam que tratam igualmente os filhos, mas na hora de separar uma briga, o mais velho parece o culpado, pois o caçula é indefeso e menor. Isso é o que vemos, mas na verdade não é assim e eles não devem tomar partido.

    “Cada filho vai contar a sua versão e você não sabe em quem acreditar. Como não viu quem começou a briga, o mais certo é colocar os dois de castigo. Em pouco tempo, eles vão perceber que não adianta acusar, ambos são punidos igualmente. Portanto, vão parar de brigar, pois isso só está prejudicando-os”, explica a psicóloga.

    O importante é que, desde a chegada do segundo filho, não se esqueça do primeiro. Por se sentir esquecido, passa a sentir raiva do mais novo membro da família. Faça com que os irmãos sejam amigos desde o começo da vida deles juntos.

    “Tantos os pais como o resto da família precisam lembrar que o mais velho também quer atenção. Além disso, chame-o para participar das atividades com o caçulinha, como dar banho, vestir a roupinha, dar comidinha, entre outras coisas”, recomenda Olga.

    Muitas mães temem que o conflito entre os irmãos continue e que eles nunca consigam ser amigos. Mas quando crescem e ficam mais maduros, a briga diminui e uma amizade pode começar a aparecer. Dificilmente eles permanecem brigados até a fase adulta”, afirma Olga Tessari.

     

    Matéria publicada no Site iTodas por Victoria Bensaude em julho/2008