• 28 fev 17

Encontros de família

Aprenda a driblar com classe alguns incidentes comuns nas celebrações familiares.

Por: Olga Tessari
  • Encontros de família

     

     

    Nos encontros de família, aprenda a driblar com classe alguns incidentes comuns nas celebrações de Natal e Réveillon

     

    Família em Harmonia

    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

     

    1. CHEGA DE FOFOCA

    Querendo ou não, em toda roda familiar rola uma fofoquinha inocente… ou não. Mas o que fazer quando as mais polêmicas vêm à tona e os envolvidos tentam discuti-las? Simples: gentilmente sugira resolver a situação em outro momento e se afaste de quem insiste em tumultuar a festa. “Agir assim é libertar-se da condição de vitima da fofoca e da pessoa que a faz”, diz a psicóloga Lilian Bonarati. Se nem isso resolver, há outra solução: “A pessoa mais velha da família ou a anfitriã deve tomar a frente da situação e deixar claro que não admite tal atitude”, aconselha a psicóloga Olga Tessari.

     

    2. ESQUEÇA O DINHEIRO

    Dívida financeira entre parentes é outro problemão. Se a pessoa (que deve ou que emprestou) bebeu um pouco a mais, então, o caldo entorna. Caso alguém comece a arrumar confusão, discretamente aproxime-se e explique, com calma, que aquele momento não é o ideal para solucionar a questão, mesmo porque o escândalo não vai adiantar nada. “Não é a hora de se lavar roupa suja”, diz a terapeuta familiar Renata Soifer.

     

    3. MOOOOOOLEQUE!

    Sempre tem aquele sobrinho ou neto que não para quieto por nada deste mundo e, não raro, destrói alguma coisa. Se a criança indomável for seu filho, peça desculpas à dona da casa (que certamente estará fula da vila com o transtorno) e mostre-se disposta a repor o item destruído. Caso você seja a anfitriã, entenda que isso acontece e que a criança não agiu intencionalmente. “A única coisa que não se deve fazer é chamar a atenção do pequeno, pois ele não fez por mal”, assinala Olga Tessari.

     

    4. BRIGAS NA MESA

    Até mesmo o horário acertado para iniciar a ceia pode gerar conflitos. Crianças e idosos, em geral, não conseguem esperar a meia-noite para comer. “Todos precisam entender que esses grupos têm necessidades diferentes dos adultos. Para eles, sirva uma pré-ceia no horário costumeiro do jantar”, sugere Lilian Boarati

     

    5. AMIGO NADA SECRETO

    A divertida brincadeira pode virar um pesadelo quando alguém esquece o presente. Você foi a distraída? Se tiver sorte de morar perto da festa, corra e pegue a lembrança. Mas, caso more longe, simplesmente desculpe-se. “Seja sincero com o outro. Tal atitude ajudará a amenizar a gafe”, indica Olga Tessari. E, claro, marque um dia para entregar o presente ao seu sorteado.

     

    6. LEMBRANCINHAS

    A questão dos presentes é sempre uma dúvida. Recomenda-se que você leve agrados para os anfitriões – já para os outros convidados, a opção é sua: “a obrigatoriedade não existe”, comenta Ana Vaz, autora do Pequeno Livro de Etiqueta (Ed.Verus). Caso você queira dar algo apenas para algumas pessoas, faça isso num canto reservado. E, mesmo se for a anfitriã, não se sinta obrigada a gastar. Uma dica é “copiar CDs com músicas que você gosta e distribuir”, diz o consultor de etiqueta Fabio Arruda.

     

    7. PAIS SEPARADOS JUNTOS

    Filhos de pais separados sempre querem passar as festas de final de ano com os dois. Se isso for inviável, combine com antecedência como será o esquema montado para as festas. “O ideal é que as crianças passem o Natal com um e Ano-Novo com outro. E, no ano seguinte, as datas sejam invertidas”, explica Renata. Porém, não se esqueça de pedir a opinião de seu filho, pois, às vezes, ele pode preferir outra solução.

     

    8. CANTADA POLÊMICA

    Se algum amigo resolve paquerar a linda mulher do seu primo sem saber que ela é casada, discretamente chame-o de lado e explique que seu parente não está gostando nada das investidas. “O importante é que alguém conhecido do galanteador tome a iniciativa”, sugere Fabio Arruda.

     

    Matéria publicada na Revista Viva Mais – Edição 534 por Lygia Hayée em 25/12/ 2009