Sentimentos engordam

Sentimentos engordam

Sentimentos engordam

Sentimentos que podem engordar

Entrevista com Olga Tessari

Muito cuidado se você é daquelas pessoas que utiliza qualquer coisa como desculpa para comer.

Sentimentos engordam

Raiva, ansiedade, tristeza, angústia, falta de autoestima, nervosismo e até alegria, tudo é motivo para atacar a geladeira e devorar uma “generosa” fatia de bolo recheado, ou aquele docinho que sobrou do almoço de domingo. Isso acontece como forma de compensar os sentimentos que incomodam. Por isso, fique atento!

Segundo o Dr. Adriano Segal, psiquiatra e diretor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO), esse descontrole pode provocar o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, caracterizado, principalmente, por esse hábito de comer demais, em qualquer hora, além de apresentar alterações comportamentais e emocionais.

A psicóloga Rosemeire Zago explica que, depois de um dia difícil, muitas vezes aquela fatia de bolo proporciona o mesmo efeito relaxante de uma dose de uísque, por exemplo. O doce eleva os níveis de serotonina (substância que proporciona bem-estar e prazer), diminuindo a ansiedade, nervosismo etc.

Até aí nada demais, mas se você não ficar satisfeito com um pedaço e passar a comer o bolo inteiro, cuidado! Esse pode ser o sinal de um transtorno psicológico, o que pode levar a compulsão alimentar. Os sentimentos engordam sim!

Compulsão alimentar

Para minimizar essa situação, Olga Tessari, psicóloga e psicoterapeuta, aconselha as pessoas, em primeiro lugar, a se dedicarem a uma atividade física regular.

“Durante o exercício, além de eliminar gordura, você também libera substâncias que relaxam. Mas não se esqueça de tratar o emocional também. Procure ajuda de um psicólogo para descobrir quais são as causas da compulsão alimentar, já que a maioria pode ser inconsciente”, disse Olga Tessari.

Se você come demais e quer eliminar uns quilinhos, é importante que, nesse momento, um endocrinologista e um nutricionista sejam consultados. Aquelas dietas que prometem milagres, muitas vezes são responsáveis por desencadear essa compulsão.

O Dr. Marcio Mancini, endocrinologista do grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas da USP, explica que, quanto mais restrito no hábito alimentar, maiores as chances de um descontrole.

A psicóloga Olga Tessari explica que muitos sentimentos e emoções podem levar à compulsão alimentar, mesmo que a pessoa não tenha consciência. Além disso, comer é um prazer e, se a pessoa não tem quase outros prazeres na vida, certamente ela vai acabar concentrando todos os seus prazeres do dia a dia no prazer de comer.

Uma forma de evitar de ser dominado pela compulsão alimentar é avaliar melhor seus sentimentos e seus prazeres.

Alguns sentimentos responsáveis pela compulsão alimentar

  • Dificuldade de se relacionar;
  • Sensação de não ser amado;
  • Problemas financeiros;
  • Comodismo;
  • Insatisfação;
  • Separação;
  • Frustração;
  • Medo;
  • Ansiedade;
  • Angústia;
  • Baixa autoestima;
  • Solidão;
  • Insegurança;
  • Pessimismo;
  • Carência.

Aprenda a se controlar

  • Você comeu há pouco tempo e já está pensando em beliscar uma guloseima? Distraia-se, a vontade pode desaparecer. Mas, se mesmo assim ela continuar, substitua o doce por uma fruta;
  • Procure comer sempre no mesmo horário e mastigue devagar;
  • Faça uma atividade física. Além de contribuir para eliminar gordura e manter o corpo em forma, ela também ajuda a aliviar a ansiedade, entre outros sentimentos, que podem levar alguém a atacar a geladeira;
  • Não vá ao supermercado com fome. Se você fizer isso, comprará muito mais do que realmente precisa.
  • Fique de olho nos seus sentimentos e emoções! Afinal, muitos deles podem levar à compulsão alimentar.
  • Busque diversificar os seus prazeres do dia a dia; dessa forma, você vai acabar comendo menos, com certeza!
  • Procure ficar em paz consigo mesmo(a)!

Matéria publicada no site do Laboratório Roche – Xenicare

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Olga Tessari

Olga Tessari, Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica, em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz. Ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área. Também é escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros. Realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro. E ela segue atendendo em seu consultório ou de forma online (pela internet) adolescentes, adultos, pais, casais e famílias inteiras que buscam, junto com ela, caminhos para serem felizes, cada um com sua própria definição do que é felicidade!

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