Aprenda a perdoar

Aprenda a perdoar

Aprenda a perdoar

Aprenda a perdoar e a ser perdoada

Entrevista com Dra Olga Tessari

Dicas simples e eficazes para começar o ano livre de qualquer ressentimento

Datas especiais são ótimas oportunidades para praticar o perdão. Pense nisso!

As atitudes essenciais para qualquer reconciliação são: ouvir, de coração, quem nos magoou e admitir nossos próprios erros. Nada fácil, né? Daí o desafio de perdoar e ser perdoada ser, sim, difícil – mas não impossível.

‘Datas especiais são ótimas oportunidades para perdoar’, garante a psicóloga Olga Tessari, de São Paulo.

Por isso, aproveite o nosso passo-a-passo para começar o ano sem rancores!

Aprenda a perdoar em 4 passos e comece o ano sem ressentimentos

Alguém traiu sua confiança? Saiba como colocar um ponto final na mágoa e seguir em frente!

Aprenda a perdoar

A- Dicas para perdoar

Passo 1: Permita-se sofrer

Você sabe o quanto dói ser magoada por alguém de quem gosta. Mas o melhor a fazer é lutar contra a raiva ? afinal, palavras ditas por impulso têm grandes chances de serem motivo de arrependimento depois. ‘O tempo está muito ligado ao tamanho do seu machucado’, diz a psicóloga Olga Tessari.

Por isso, tire um período para pensar melhor, colocar as ideias em ordem.

Passo 2: Todo mundo erra

Essa é a melhor hora para entender que ninguém é perfeito. Muitas pessoas acabam magoando as outras sem terem a menor noção do que estão fazendo. Um jeito eficaz de resolver essa dúvida é repassar todo o acontecido, colocando-se no lugar da pessoa. Tente entender o porquê de ela ter agido daquela maneira

Passo 3: Segunda chance

Esse é o momento mais importante: decidir se a pessoa merece uma segunda chance ou não. Avalie toda a relação. Relembre, também, se essa foi a primeira vez que este tipo de mal-estar aconteceu. ‘Pensar nos momentos bons pelos quais assaram ajuda a amenizar a raiva’, diz a psicóloga Renata Ruivo, de São Paulo

Passo 4: Reaproximação

Se você resolveu conversar e tentar esclarecer a situação, dê ao outro a chance de falar. Mais importante: conversem civilizadamente, sem troca de ofensas. Siga confiante, pois se acompanhou os passos até aqui, suas idéias estarão organizadas. É o instante para vocês dois fazerem com que a relação retome o eixo.

Aprenda a perdoar: sinta-se leve e feliz!

B- Dicas para ser perdoada

Passo 1: Assuma o erro

Aceitar que você errou é uma atitude que exige coragem. Por isso, é normal se demorar algum tempo. Depois disso, o importante é analisar por que você agiu daquela maneira: reconstrua mentalmente as situações que precederam a briga, por exemplo. Isso ajudará você a entender como tudo aconteceu

Passo 2: Aprendizado

Depois de estar plenamente consciente do seu erro, é hora de aprender com ele e não repeti-lo. Ninguém, afinal, quer perder pessoas queridas por ser cabeça dura. Ao decidir procurá-la, converse calmamente e, quando tiver a oportunidade, mostre sua boa vontade em reparar o que fez.

O importante é se mostrar presente sem ser insistente’, assinala a psicóloga Olga Tessari

Passo 3: Ouvidos atentos

Vá ao encontro com a pessoa ressentida com você de coração e ouvidos abertos. Isso porque as chances de você ouvir coisas desagradáveis ? e que talvez lhe pareçam muito rígidas? são grandes. Permaneça serena, ouça, exponha seu ponto de vista e mostre estar disposta a não repetir o erro

Passo 4: A decisão do outro

Esteja preparada para ser perdoada. Ou não. A situação estará completamente nas mãos da outra pessoa ? e cada um tem seus critérios para tomar decisões. Mesmo sem o perdão, lembre-se que nem tudo está perdido: o tempo pode ajudar a amenizar a raiva da outra pessoa.

E se isso não acontecer, bola para frente também! Você já aprendeu uma lição muito importante: a de assumir seus erros

A reconciliação

Tenha em mente algo muito importante: o perdão não significa que a relação voltará a ser exatamente como antes. O fato de vocês terem esclarecido a situação não quer dizer que o fato foi esquecido.

‘Perdoar é deixar de sofrer por alguma coisa – a confiança só será retomada com o tempo’, diz a psicóloga Olga Tessari.

Ficar com o ‘pé-atrás’, portanto, é normal. Desde que não vire uma obsessão!

Matéria publicada na Revista M de Mulher Ed Abril por Natasha Pinelli – dezembro/2008

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