• 25 jan 17

Obesidade e Depressão

Os transtornos emocionais interferem no peso e colaboram para a obesidade.

Por: Olga Tessari
  • Obesidade e Depressão

     

    Obesidade e Depressão: transtornos emocionais são inimigos na luta contra o excesso de peso.

    Entrevista com © Dra Olga Tessari

     

    AVISO: se você sofre com a depressão, procure um médico ou psicólogo urgente!

     

    Saia da Depressão!

    Os transtornos emocionais interferem no peso e colaboram para a obesidade. Entre eles está a depressão, que provoca desânimo, tristeza profunda, mau humor, falta de prazer em realizar as tarefas de que mais gosta, alterações de sono e apetite.

    Muita gente acaba descontando tudo isso na comida, o que leva ao aumento de peso, perda da autoestima e ansiedade. Mas tenha calma! È importante não confundir tristeza com depressão. Segundo a Escola Americana, os sintomas devem se estender por duas semanas ou mais, ai sim é hora de procurar ajuda médica.

    O excesso de peso é uma das causas que leva a pessoa a ficar depressiva, além do estresse crônico.

    “Não existe exame pra detectar a depressão. Os sintomas é que caracterizam o quadro da doença”, alerta Adriano Segal, endocrinologista do ambulatório de obesidade do Hospital das Clínicas (HC) e diretor do departamento de psiquiatria e transtornos alimentares da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso). “Quando começar a sentir que algo não está bem, é importante procurar ajuda”, aconselha.

    Dificuldades para resolver os problemas e encarar os sentimentos como angústia, solidão, carência, podem desencadear a depressão. “O ser humano não consegue viver sem prazer, precisa de pelo menos um”, conta a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari. “Muita gente busca o prazer na comida, o que momentaneamente resolve, mas pode levar a obesidade”, revela Camila Mareze, Psicóloga Cognitivo-comportamental.

    É comum confundir a tristeza com a depressão. “Quando a pessoa permanece no estado de tristeza sem motivo, pode ser um indício de depressão”, explica Olga Tessari. “O indivíduo fica desanimado, não acha graça em nada. Não acha saída, solução e pensa até em suicídio”, relata.

     

    Entre os sintomas mais comuns da depressão estão:

    • Baixa autoestima;

    • Dificuldade de concentração e de tomar decisões;

    • Sentimentos de culpa;

    • Reação suicida;

    • Baixa energia ou fadiga;

    • Diminuição da libido sexual;

    • Medo;

    • Insegurança;

    • Pensamentos Negativos;

    • Falta de interesse pelas coisas que normalmente eram estimulantes;

    • Falta de iniciativa;

    • Desânimo acentuado;

    • Cansaço;

    • Pouca alegria de viver;

    • Irritabilidade;

    • Sensação de Vazio;

    • Mudança de apetite, para mais ou menos, com ganho de peso de até 20%;

    • Alteração do sono;

    • Tristeza sem motivo aparente;

    • Mau humor

     

    Tratamento da depressão

    É importante procurar tratamento completo para a depressão, que consiste no uso de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, que ajudará o paciente a vencer frustrações, medos e ausências, encarar as situações e sentimentos.

    “O tratamento inclui técnicas de aconselhamento e ensina a pessoa a lidar com a dificuldade, além do uso de medicamentos, que pode se estender por até um ano”, conta Segal.

    “O preconceito em relação ao psicólogo pode atrasar o tratamento. Muitas vezes a pessoa procura um médico com a queixa de excesso de peso, pois quer emagrecer. No consultório acaba tendo noção do que está acontecendo”, revela Olga Tessari.

    “Os resultados aparecem entre três e seis meses. Seguindo o tratamento correto e completo dificilmente ocorre uma recaída”, completa Olga Tessari.

    O profissional acolhe o indivíduo sem julgá-lo ou cobrar dele uma atitude que não pode ter naquele momento.

    Com um obeso, por exemplo, aborda o excesso de peso e o quadro depressivo, para que se conscientize e consiga iniciar uma dieta e recuperar a autoestima. Do contrário não conseguirá vencer.

    “É essencial mostrar para a pessoa outras formas de prazer, de se sentir bem, ter autoestima para lidar com a nova fase de emagrecimento”, disse Olga Tessari.

    Fazer exercícios físicos ajuda a melhorar os sintomas da depressão, principalmente os treinos aeróbicos, como caminhada, corrida e natação. “A atividade física faz bem pra saúde, eleva a liberação de endorfina, substância que promove o bem-estar”, orienta Camila.

    Mudanças na alimentação também são importantes.

    “O corpo é uma máquina, pra funcionar direito precisa de combustível. Com alimentos adequados o organismo reage melhor”, afirma Olga Tessari.

    “A educação alimentar é pra vida toda”, finaliza Camila.

     

    Matéria publicada no site Xenicare do Laboratório Roche