Medo é normal

Medo é normal

Medo é normal

Todo ser humano precisa sentir medo

Entrevista com Olga Tessari

O medo faz parte da vida de toda a pessoa e trata-se de um instinto de sobrevivência. A psicóloga e psicoterapeuta Olga Tessari conta que ele é um fator de proteção contra os perigos e adversidades que as pessoas adquirem ao longo da vida.

Autora do livro “Dirija sua vida sem medo – Caminhos para solucionar os seus problemas”, que será lançado no próximo dia 7, Olga mostra de forma clara como o medo pode atrapalhar a vida das pessoas se elas não tratarem.

Medo é normal

Ter medo é normal, segundo ela, é mais comum do que se pensa, mas a partir do momento que ele começa a tomar conta da vida da pessoa a ponto que ela sinta medo, até de sair de casa, é sinal que algo está errado e aí é preciso procurar um profissional.

Segundo Olga Tessari, o medo tem seu lado positivo e negativo. O positivo é quando ele serve de defesa para qualquer pessoa, mas se torna negativo quando escraviza quem o sente.

“Se a pessoa começa a se isolar em casa porque tem medo de ser assaltada ou fica apreensiva quando alguém chega perto dela, isto se torna perigoso. O medo não pode comandar a vida de ninguém. Neste caso dizemos que o medo é limitador porque as pessoas não conseguem fazer mais nada por acreditarem que algo vai acontecer com elas”, explica Olga.

Ela lembra que apenas dois medos nascem com a gente; o medo do barulho e o medo de cair; os demais são adquiridos.

“Vivemos uma época de muitos medos. Sentir medo é normal. Entretanto quando o medo sai do nosso controle, ela torna uma doença que pode e deve ser tratada; é o que chamamos de medo irracionais”, explica Olga Tessari.

Além do aspecto emocional, onde as pessoas sentem medo até de sair na rua ou se relacionar com outras pessoas, já que acreditam que todo mundo fará alguma coisa ruim para elas, também existem os aspectos físicos; com a aflição, algumas dores começam a aparecer.

“A pessoa quando está com medo ou se sentindo ameaçada, começa a ter temores, suores e até taquicardia; ela fica com um nível muito alto de adrenalina. Neste caso, quando o medo domina, é necessário a procura de um psicólogo(a) que ajudará a superar o problema. Os familiares devem compreender que isto é normal e a paciência deve prevalecer”, disse Olga Tessari.

Olga elenca alguns sintomas físicos, comuns quando se está ansioso e, consequentemente, se tem medo de alguma coisa: taquicardia, palpitações, suores, tremores no corpo, rubor nas faces, falta de ar, voz trêmula, gagueira, dores de cabeça, sensação de desmaio, urgência urinária, sensação de afundamento no estômago, diarreia e até náuseas podem aparecer quando uma pessoas está com nível alto de ansiedade.

Na maioria das vezes os medos são criados a partir de uma experiência ruim que a pessoa viveu ou viu alguém passar.

“Uma criança por exemplo, tem medo de insetos se presenciou a mãe ou alguém próximo ficar apavorada quando viu um. Ou então tem medo de ser assaltada naquela rua porque sua amiga já foi. Ela tem medo de passar por uma situação que alguém já viveu”, disse Olga Tessari.

Olga explica que o perfil da pessoa que tem medos irracionais – que são aqueles além do normal – são sempre de pessoas inteligentes, bem sucedidas, perfeccionistas e que não suportam críticas.

“As pessoas que têm este medo incontrolável gostam sempre de estar no controle de uma situação. Tem tudo sob controle e não sabem lidar com as situações imprevisíveis. Neste caso elas gaguejam, apresentam ansiedade e um nível de adrenalina muito alto.”, disse Olga Tessari.

Olga Tessari – que tem experiência com milhares de pessoas que sofrem de algum tipo de problema – explica que é preciso que as pessoas não tenham vergonha do que sentem e saibam que um psicólogo pode ajudá-las a conviver melhor com esta situação sem sofrimento.

“A pessoa não deve ficar envergonhada por ter esse problema ou achar que isto não é normal. Ter medo é normal, é mais normal do que se pensa, desde que esse medo não altere, atrapalhe ou paralise a sua rotina.”

Outra dica é que as pessoas que convivem com alguém que tem medo tenham paciência.

“Os familiares devem entender o medo que uma pessoa tem; seja de sair de casa, de ser assaltada o mesmo de dirigir e ajudá-la a superar esta situação, não criticá-la porque o medo toma conta dela, embora ela mesma saiba que esse medo é descabido”, disse Olga Tessari.

Entre os medos mais comuns, ela fala do medo de dirigir, do medo insetos e o de se relacionar.

“Sentir medo é normal, mas sofrer e paralisar a sua vida por conta desse medo não!”, conclui Olga Tessari.

Matéria publicada no Jornal de Jundiai em 03/04/2005 por Simone de Oliveira

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OLGA TESSARI, Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica, em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz. Ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área. Consultora empresarial, atua levando saúde emocional para as empresas. Atua em emergências e catástrofes. Escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros. Realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro e segue atendendo em seu consultório ou online adolescentes, adultos, pais, casais, idosos e famílias inteiras que buscam, junto com ela, caminhos para serem felizes! Saiba mais…

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