Ser velho

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Curtindo a vida na maturidade

Entrevista com Olga Tessari

” Se você acha que está velho demais para fazer o que gosta, esqueça. É nessa época que muita gente redescobre as coisas boas da vida.” Olga Tessari.

A aposentadoria já chegou, os filhos se encaminharam na vida, mas ao contrário do que muitos idosos pensam, ainda há muito a fazer. Chegou a hora de aprender, colecionar coisas interessantes ou até dar uma de artista, o importante é fazer o que se gosta para ocupar a mente e se sentir bem.

Ser velho

Mas nem todo mundo pensa assim. Muitas pessoas, quando chegam na terceira idade, se sentem perdidas e até inúteis, porque acreditam que já cumpriram as suas obrigações e não há mais nada a fazer. para elas ser velho é parar de viver.

“A mulher não precisa mais cuidar dos filhos, o homem não é mais o responsável pelo sustento da família. As pessoas passam a vida em função de um determinado objetivo e, quando ele é alcançado, elas passam a acreditar que não são mais produtivas” afirma a psicóloga Olga Tessari, especialista em terceira idade.

Para a psicóloga, é muito comum o idoso perder a agilidade nos movimentos e a clareza do raciocínio.

“Como a família tem suas próprias obrigações, ela passa a não dar mais ao idoso a mesma atenção que dava antes. É quando ele começa a perceber que está num plano secundário”, diz Olga Tessari.

Ela alerta ainda que esse sentimento muitas vezes causa depressão, pois algumas pessoas não aceitam muito bem o processo de envelhecimento e frisa a importância de se procurar ajuda psicológica nesses casos.

“O lazer, a distração, o bem estar são fundamentais para todos, independente da idade”, afirma Olga Tessari.

“Mas, no caso do idoso, ter um hobby, participar de passeios, reuniões culturais e manter contato com pessoas de sua faixa etária é extremamente importante, pois ajuda a elevar a sua autoestima e fazer com que ele se sinta integrado à sociedade”.

Matéria publicada no jornal Diário de São Paulo – Caderno Idoso e Bem-estar em 14/09/2004 por Karina Lignelli

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