Namoro vai e volta

Namoro vai e volta

Namoro vai e volta

Entrevista com Olga Tessari

Quem já viveu ou conviveu com um romance, em que o casal termina e volta com uma certa frequência, na família ou no grupo de amigos, sabe bem do que falaremos a seguir.

No início tudo é novo e bonito. Um está conhecendo o outro, mas com o tempo, as máscaras caem e as coisas mudam. Cada um começa a mostrar sua verdadeira identidade. Um passa a mandar no outro, um pensa que pode mudar o outro…

As brigas tornam-se constantes, um dia um deles se cansa, chega uma hora que um não agüenta mais olhar para a cara do outro, e tudo parece motivo para discussões. A relação então começa a estremecer…

Para a psicóloga Dra. Olga Tessari, “é natural e comum a briga entre casais, uma vez que são duas pessoas distintas, com hábitos, educação, costumes e pontos de vista diferentes sobre muitas coisas e situações”.

“As brigas, em geral, acontecem porque um dos parceiros não aceita o outro como ele é e porque o parceiro que briga quer impor seus gostos e desejos ao outro. Mas uma briga nem sempre é ruim, tem seu lado bom que é o de se tentar chegar num acordo, no qual um satisfaz o desejo do outro”, conclui a psicóloga.

Essa relação estremecida só é perigosa porque um dia sem mais nem menos um dos parceiros pode virar para o outro e mandar aquela velha e conhecida frase: Vamos dar um tempo?, pois do jeito que está não dá para continuar.

Dar um tempo

Mas será que existe esse famoso tempo?

Dra. Olga Tessari afirma que, quando há brigas demais entre o casal, quando um dos parceiros tem dúvidas sobre seus sentimentos em relação ao outro ou quando um deles muda o comportamento, é normal esse tipo de saída. Ninguém gosta de viver em pé de guerra e sempre reclamando aos quatro cantos.

O tempo dura até um procurar o outro.

Namoro vai e volta

Então o casal passa a viver um relacionamento que para muitos é desgastante e irritante ao mesmo tempo. Isso porque familiares e amigos não compreendem tantas idas e vindas.

“Muitas pessoas não suportam ter que conviver com alguém que fica horas falando, reclamando e chorando porque o parceiro a faz sofrer e daqui a pouco está com ele de novo. Elas se irritam porque dão conselhos e os mesmos não são seguidos”, diz Olga Tessari.

Dra. Olga Tessari explica que os fatores que podem gerar este tipo de romance são a insegurança, o medo do compromisso e a dificuldade de conciliar costumes diferentes. E garante que pode dar certo uma vez que – numa nova chance – um dos dois ceda e que o motivo do conflito seja resolvido.

“À princípio, cada um vai agir no sentido de evitar os conflitos que provocaram a separação, mas se nenhum dos dois ceder, dialogar ou negociar a respeito daquilo que provocou o conflito, fatalmente este conflito virá à tona gerando novas brigas e possíveis separações novamente, um namoro vai e volta”, conclui Olga Tessari.

“É possível acabar com esse namoro vai e volta, desde que ambos conversem muito entre si, entendam as diferenças entre eles e queiram, de coração, ficarem juntos porque têm objetivos comuns quanto ao futuro”, disse a psicóloga e continua:

“O diálogo é fundamental, é necessário abrir o coração e falar o que sente, mais do que reclamar do que não gosta. Esse é o caminho para que permaneçam juntos”, disse Olga Tessari.

Matéria publicada no Site Transanet da Rede Transamérica por Andrea Cippiciani

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