• 29 jan 17

Primeira demissão

Como lidar com a primeira demissão de sua vida? E como superar esse momento?

Por: Olga Tessari
  • Primeira Demissão

     

    Primeira demissão: lidar com esse fato é tão importante quanto conseguir o emprego

    Entrevista com © Dra Olga Tessari

     

    Primeiro emprego

    O primeiro emprego ou estágio de um jovem costuma ser visto como uma conquista de grande valor para sua autoestima. O fato de estar trabalhando pela primeira vez faz do emprego, em um primeiro momento, algo encantador. A empolgação é constante até que algo nada animador acontece: a primeira demissão.

    A explicação é a de sempre: “Estamos reduzindo os custos com o pessoal”. Por mais verdadeira que seja a desculpa dada, ainda mais em tempo de crise, o estagiário, por ser jovem, costuma levar a demissão para o lado pessoal: “Me demitiram pois não tive capacidade”.

     

    A primeira demissão pode gerar sofrimento!

    “Meu mundo caiu, mesmo sabendo que era um corte de mais de 160 funcionários”, conta Bianca Fiori, estudante do quarto ano de Jornalismo das Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM), em São Paulo, que era estagiária de uma grande empresa de comunicação e tinha a expectativa de fazer carreira na corporação.

     

    Psicóloga explica

    “Isso costuma acontecer, não apenas com os mais novos, mas também com muitas pessoas com “quilômetros de rodagem profissional”, conta a Psicóloga Olga Inês Tessari.

    Segundo ela, dependendo da expectativa que se tem, não só com o primeiro emprego ou estágio, a queda é maior ou menor. “É triste ver um sonho desmoronar”, argumenta.

     

    Por que fui demitido? 

    O “demitido” costuma fazer, em um primeiro momento, a seguinte pergunta: “O que foi que eu fiz para ser demitido?”. Ele esquece, porém, que por mais que tenha uma parcela (mínima) de culpa nisso, os motivos para tal situação são conseqüências do momento pelo qual a empresa pode estar passando.

    A empresa pode estar com dificuldades financeiras, precisando reestruturar o quadro de funcionários ou extinguir determinadas áreas de trabalho, e isso não é de total responsabilidade do funcionário, efetivo ou estagiário, que foi demitido.

     

    Diminuição da autoestima

    Esse questionamento leva a pessoa a uma sensação de menos valia, sua autoestima diminui, ela fica cabisbaixa. Para Olga, porém, toda pessoa deve ver a demissão como uma fase que vai passar. “Só é demitido aquele que trabalha, logo a demissão é um risco que, se vier a acontecer, deve ser superado”.

    Existem casos de pessoas que não suportam o fato e preferem ficar no “fundo do poço”, chegando a um estado depressivo “Se chegar a esse ponto é sinal que o jovem deve procurar um auxílio psicológico”, aconselha.

     

    Como elevar a autoestima? 

    Uma maneira de não chegar a esse ponto é fazer com que a autoestima vá lá para o alto. Mas como?

    “A pessoa precisa cuidar dela, desde a alimentação, passando pela aparência, e buscando lazer. Deve fazer coisas que deem prazer para ela, e não só para as outras pessoas. Dessa forma, se valoriza e mantém o equilíbrio, ficando pronta para partir à caça de um novo emprego”, sugere Olga Tessari.

     

    A demissão é só uma fase!

    A tecla a ser batida repetidas vezes é a do fato que demissão é só uma fase.

    Segundo Olga, “A vida é feita de ganhos e perdas, e é preciso saber lidar com eles. Além do mais, depois de superada, a demissão e a situação que ela gerou podem vir a serem vistas, em uma roda de amigos, como algo muito engraçado, que vai gerar muita risada”. *

     

    Colaborou: Olga Inês Tessari, Psicóloga, www.olgatessari.com

     

    Matéria publicada no Site Neurônio por Bruno Asp em 2003