Fobia

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Pessoas com fobia sofrem de medo exagerado e precisam de terapia e remédio

Entrevista com Dra Olga Tessari

Fobia de que?

A fobia é um medo irracional e sem sentido. Enquanto o medo “comum” é relacionado a algo real e com sentido, os pacientes com fobia sentem um temor exagerado e irracional diante de determinadas situações, objetos, lugares e animais.

O problema é causado pela ansiedade, que é uma emoção humana normal frente a acontecimentos que estão para vir.

Quando a ansiedade se torna um transtorno, a pessoa muda de reação diante de uma simples situação. Veja o exemplo que a psicóloga Olga Tessari nos traz:

“Por que alguém teria fobia de borboleta? Certamente, não é um medo real, pois a borboleta é um ser inofensivo, mas o problema está na relação da sensação ruim sentida diante do inseto”, disse Olga Tessari e ela continua sua explanação:

“Pode ser que naquele dia a pessoa estava muito preocupada, tensa, nervosa e acabou associando essas sensações à borboleta, colocando na borboleta todo o seu sofrimento e usando-a como uma espécie de símbolo disso”, explica a psicóloga e autora do livro “Dirija a sua vida sem medo”, Olga Tessari.

Tipos de fobias

Existem mais de 500 tipos de fobias. Elas são divididas em três categorias:

  1. A agorafobia, em que o fóbico evita estar ou permanecer em lugares fechados ou isolados e multidões porque ela pensa, de forma equivocada, que ela pode vir a passar mal nesses locais e não conseguir socorro imediato e, por isso, ela evita esses locais ou sofre muito quando é obrigada a estar neles;
  2. A fobia social, que faz com que a pessoa se sinta constrangida por estar sendo observada: o medo de ser observada a leva a evitar de, por exemplo, falar e comer em público;
  3. As fobias específicas, que são medos de animais, voar, injeção, entre muitos outros medos específicos.

Quando a pessoa que tem fobia e está frente a frente com o seu medo, o corpo responde fisiologicamente com vários sintomas físicos que podem ser tremores, calafrios, náuseas, dor no peito, falta de ar e, até mesmo, a sensação de que vai morrer. E é óbvio que isso gera um sofrimento enorme na pessoa que sofre com a fobia!

Um dos tratamentos utilizados é a terapia cognitiva comportamental. Cognitiva porque faz o paciente ter um novo conhecimento frente aquela fobia. Ele “desaprende” aquele medo. Comportamental porque, por meio dessa técnica, você muda o comportamento do sujeito.

Segundo Olga Tessari, o uso de medicamentos no tratamento apenas inibe os sintomas físicos provocados pela elevação da ansiedade muito acima dos níveis aceitáveis, mas não resolve as causas, que são de fundo emocional.

“A medicação às vezes é necessária para minimizar os sintomas provocados pelo alto nível de ansiedade, que impedem a evolução do trabalho psicoterapêutico”, disse Olga Tessari.

“Mas se o paciente precisar do uso de medicamentos, o psicólogo deve encaminhá-lo a um médico, que, dependendo do caso, vai recomendar o uso de algum tipo de antidepressivo ou ansiolítico, dependendo do caso”, completa Olga Tessari.

Com o acompanhamento de um bom profissional é possível eliminar ou, pelo menos, aprender a lidar com o medo e acabar com a fobia.

“Desde que seja um tratamento com início, meio e fim, porque, em geral, as pessoas com fobia buscam uma fórmula mágica, um tratamento imediato, e têm por hábito abandonar a terapia mesmo antes de seu término por concluírem, por si mesmas, sem qualquer embasamento ou fundamento, que não vai dar certo mesmo”, explica Olga Tessari.

Matéria publicada no Jornal Rudge Ramos por Layla Fontão em maio/2006

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Olga Tessari

Olga Tessari, Psicóloga (CRP06/19571), formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisa e atua com novas abordagens da Psicologia Clínica, em busca de resultados rápidos, efetivos e eficazes, voltados para uma vida plena e feliz. Ama o que faz e segue estudando muito, com várias especializações na área. Também é escritora, autora de 2 livros e coautora de muitos outros. Realiza cursos, palestras e workshops pelo Brasil inteiro, apontando caminhos para ser feliz.

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