• 19 fev 17

Qualidade de vida do idoso

Os idosos têm um novo papel na sociedade e preocupam-se com a qualidade de vida.

Por: Olga Tessari
  • Qualidade de vida do idoso

    A qualidade de vida do idoso é fundamental, já que, hoje em dia, ele tem um novo papel na sociedade.

    Ser idoso é uma conquista que deve ser mantida!

     

    Entrevista com © Dra Olga Inês Tessari

     

    Com as mudanças ocorridas no decorrer das décadas hoje a população idosa já desempenha um novo papel na sociedade, ajudando a sustentar famílias, voltando ao mercado de trabalho e preocupando-se com a qualidade de vida.

    O Brasil já conta com 8,6% da sua população composta por pessoas idosas de acordo com dados do Censo de 2000. São 14,5 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, idade em que uma pessoas já é considerada velha para o IBGE e também para a Organização Mundial de Saúde (OMS).Em 1991 o número de idosos no país era de 7,3% e em uma década houve um aumento de 17% nessa camada da população.

    Nosso país já pode ser considerado um país de velhos, pois uma taxa acima de 7% de idosos já caracteriza uma população envelhecida.

    A população brasileira vive hoje em media 68,6 anos, 2,5 anos a mais do que há uma década e estima-se que até 2020 sejam mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos e a expectativa de vida suba para 70,3 anos.

    Esse envelhecimento da população é um reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Hoje, de acordo com dados do IBGE, as famílias brasileiras têm menos filhos.

    Ter uma população idosa exige repensar o conceito de sociedade. A OMS em seu relatório de 1999 sobre a perspectiva do curso da vida diz que é fundamental implementar legislações especificas contra a discriminação de idosos na educação, trabalho e serviço de saúde. Educar as pessoas quanto ao estereótipo errado que se tem em relação a essa camada da sociedade além de desenvolver junto com os idosos programas de saúde preventivos.

    Todas essas medidas visam melhorar a qualidade de vida na terceira idade que pode ser definida como a manutenção da saúde, em seu maior nível possível, em todos os aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual (Organização Mundial de Saúde,1991).

    Para muitos a velhice é tempo de lástimas, reclamações e impossibilidades, já para outros é tempo de florescer, de fazer aquilo que não podia porque não tinha tempo ou coragem. É o tempo de possibilidades.

    Para a professora Meyre Eiras de Barros Pinto doutora em educação pela Universidade de Campinas com ênfase em Psicologia do Desenvolvimento Humano, principalmente com os temas velhice e expectativa de vida, que atua no departamento de Psicologia e Psicanálise da UEL, “Cada um envelhece de acordo com suas características de personalidade e de acordo com o meio em que viveu, não podemos continuar colocando estereótipos de que pessoas velhas ficam ranzinzas e esquecidas. Não se pode homogeneizar experiências.”

    Ainda de acordo com a Dra. Meyre Eiras, se a pessoa está bem com ela, madura com seu próprio envelhecimento e aceita as limitações que vem com a velhice, ela lança mão de novos projetos de vida.

    Há outros importantes fatores que levam a população idosa a melhorar a sua qualidade de vida, cita a psicóloga, psicoterapeuta e escritora Olga Tessari.

    “Uma alimentação saudável, por exemplo, o que implica em suprir o organismo com todos os nutrientes necessários para o seu bom funcionamento e para a conservação de um peso estável. Uma alimentação correta é um fator importante na prevenção e tratamento de diversas doenças.

    O idoso também nunca deve deixar de realizar visitas periódicas ao médico para prevenir, diagnosticar e tratar doenças que possam diminuir a qualidade de vida.

    Também é importante que na terceira idade não deixe de praticar atividades aeróbicas e exercícios, sempre lembrando que devem ser na medida, de acordo com as limitações físicas e sempre acompanhados de orientação médica especializada. Essas práticas colocadas no cotidiano e se tornando prazerosas serviram para facilitar a conservação da saúde e do bem estar.

    Saber usufruir de todos os momentos de lazer, a interação social e o desenvolvimento de hobbies colaboram para que a mente mantenha-se ativa e saudável”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Dra. Olga Inês Tessari (informação retirada do artigo “Educação para a Melhor Idade”).

    Se o idoso já não tem mais o vigor físico da juventude pode se integrar à sociedade por meio de suas experiências de vida compartilhadas com as novas gerações. Empresas já começaram a ver a importância dos idosos e cada vez mais os mantém em seu quadro de empregados devido a sua grande experiência e habilidade para treinar os novos funcionários.

    Hoje o idoso tem uma nova perspectiva e novas funções na sociedade, se antes eram sujeitos a ficar em casa, agora cada vez mais participam ativamente da economia. Para Dra. Meyre Eiras, a partir do momento em que se aceita velhice e vê o seu lado positivo o idoso ganha fôlego para desenvolver novos projetos de vida. Boa parte dos idosos são chefes de família e a renda média chega a ser superior do que as chefiadas por adultos não-idosos.

    O Censo de 2000 apontou que 64,2% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, são quase 9 milhões de pessoas com mais de 60 anos que ajudam a aumentar a renda e até mesmo sustentar a família.

     

    SERVIÇO “Educação para a Melhor Idade” “Qualidade de vida na Terceira idade” Dra. Olga Inês Tessari, psicóloga, psicoterapeuta e pesquisadora

     

    Matéria publicada no Jornal Express – Pauta e Reportagem: Márcio Araujo – Edição: Larissa Ayumi e Beatriz Assumpção – Ano 4 – Ed. 23 – 14/10/2007