• 18 jun 17

Combata o assédio sexual

O assédio sexual pode acontecer em qualquer lugar e atinge tanto homens quanto mulheres!

Por: Olga Tessari
  • Como combater o assédio sexual

    Escolhi o tema assédio sexual porque é algo presente em qualquer lugar do mundo, ocorre desde sempre e não vai acabar de uma hora pra outra, ainda mais, sendo a sociedade como é. Além de que já presenciei alguns casos do mesmo.

    O assédio sexual ocorre quando pessoas do agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou função em troca de favores sexuais. Essa atitude pode ser clara ou sutil; pode ser falada ou apenas insinuada; pode ser escrita ou explicitada em gestos; pode vir em forma de coação, quando alguém promete promoção para a mulher, desde que ela ceda; ou, ainda, em forma de chantagem, quando há uma ameaça como arma. Por outras palavras, o assédio sexual é o ato de “constranger alguém com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”.

    É bem comum ocorrer assédio sexual em ambientes de trabalho e as pessoas muitas vezes não percebem, a princípio, sequer que estão sofrendo assédio. Umas cedem a violência com medo de perder seu emprego ou adquirir má “fama” entre seus colegas, em casos extremos, com medo de perder a própria vida. Outras vítimas acham que podem ser culpadas na situação, como se elas tivessem permitido ou dado a entender alguma hora que aceitariam qualquer tipo de “liberdade” da outra parte envolvida. Na maioria das vezes a mulher é vítima, mas não somente elas… Sim, os homens também sofrem assédio sexual! Os estragos são enormes em ambos!

    As consequências de um assédio sexual podem ser das mais leves as mais drásticas. Numa entrevista do Site Pe. Marcelo Rossi, a psicóloga e psicoterapeuta Olga Tessari, afirma que o sofrimento de um assédio sexual, pode ser equiparado ao sofrimento causado pelo estupro e pela pedofilia, e que em alguns casos é preciso fazer um trabalho em conjunto com a família da vítima, pois ela se divide entre aqueles que consideram a vítima culpada e aqueles que a consideram vítima mesmo da situação. O prazo de tratamento varia de pessoa a pessoa e a recuperação é efetiva.

    A lei brasileira tenta reprimir este tipo de abuso. “Desde maio de 2001 nossa legislação passou a tratar o assédio sexual como crime, previsto no artigo 216-A do Código Penal Brasileiro, punido com detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos”. [1].

     

    Como combater o assédio sexual?

    A primeira coisa a se fazer para combater o assédio é procurar manter um bom ambiente de trabalho, e isso passa pelo respeito à presença das mulheres.

    Brincadeiras consideradas “de macho” deverão ser desencorajadas no local de trabalho, principalmente quando houver companheiras no mesmo setor.

    Piadas, fotos de mulheres nuas, comentários jocosos sobre a figura feminina devem ser evitadas para que as mulheres s sintam mais confortáveis.

    A mulher trabalhadora deve partilhar muito rapidamente a informação com a colega, sempre que um ato de assédio for presenciado, evitando assim dar apoio ao assediador.

     

    Como agir diante de um assédio?

    Dizer não ao assediador, com a maior clareza.
    Contar aos colegas de trabalho o que está se passando e reunir todas as provas possíveis
    Contar para a chefia hierarquicamente superior ao assediador, se houver.
    Denunciar ao Sindicato da categoria
    Em casos extremos, procurar uma esquadra mais perto e a apresentar queixa.

    Matéria publicada no blog Silencioq em dezembro de 2012.